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“Ritmos da Mudança” debate alternativas em Abrantes

A segunda edição do encontro cooperativo “Ritmos da mudança” teve hoje início em Abrantes, reunindo várias dezenas de organizações para debater e promover a Economia Solidária em Portugal. “Valorizar alternativas” já existentes e criar “redes de trabalho e parcerias estratégicas é um dos grandes objectivos”, declarou na cerimónia de abertura André Freire, cooperador da Ver de Perto.

Micro-empresas, cooperativas na área de agricultura biológica e turismo, entre outras, e Organizações Não-Governamentais (ONGs) estão neste encontro para “propor novos caminhos para a economia”, acrescentou o professor do ISCTE Rogério Roque Amaro, membro fundador da Rede Portuguesa para a Economia Solidária (RedPES). Esta economia deve ser mais justa e estar “no esteio da vida”, em vez de contra ela, disse Roque Amaro.

Visitar esta iniciativa significa ficar a conhecer iniciativas que apoiam a agricultura familiar e o desenvolvimento local “no eixo que acompanha a A23, entre Rio Maior, passando aqui por Abrantes, e Castelo Branco, um eixo muito importante para a Economia Social e Solidária”, nas palavras do professor do ISCTE.

A Ver de Perto, que organiza o encontro cooperativo, nasceu de um projecto para um serviço prestado personalizado, composto por produtos da época acabados de sair da terra. A cooperativa inclui agora uma horta biológica e pedagógica, a dinamização de circuitos curtos de comercialização e formação na área da sustentabilidade e inclusão social.

O vereador do pelouro do associativismo da Câmara Municipal de Abrantes, Luís Dias, afirmou que associações como esta são “os verdadeiros actores de mudança no território”.

Entre as mais de quarenta organizações presentes estão a Câmara Municipal de Abrantes e o Instituto Marquês de Valle Flôr, que apoiam a iniciativa, e cooperativas de desenvolvimento local como a Terra Chã, além de associações como a ANIMAR. O programa passa por discutir alternativas nas áreas de Finanças Éticas, Agricultura e Alimentação e Desenvolvimento Local. Está também prevista a criação de uma rede nacional de associações para a manutenção da agricultura de proximidade (AMAPs).

O evento realiza-se entre 1 e 3 de Julho, na Escola Superior de Tecnologia de Abrantes e nos Claustros da Biblioteca Municipal, onde se dinamiza a Feira Social e Solidária. Hoje, ao fim da tarde, exibe-se o documentário “Há Festa no Campo”, de Tiago Moura.

Agricultura e Mar Actual
(em Abrantes, a convite do Instituto Marquês de Valle Flôr)

 
       
   
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