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Fundo Ambiental apoia criação do Parque Natural da Cidade de Lagoa com 3,7 milhões de euros

A Câmara Municipal de Lagoa já pode adquirir terrenos nas Alagoas Brancas e avançar com a criação do Parque Natural da Cidade de Lagoa. Um investimento total de 4,4 milhões de euros que conta com um apoio financeiro de 3,7 milhões de euros do Fundo Ambiental.

O Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e da Acção Climática assinou um protocolo com o Município de Lagoa que permitirá a aquisição de terrenos nas Alagoas Brancas. A verba de 3,7 milhões de euros já foi transferida pelo Fundo Ambiental e o Município de Lagoa pode avançar para a aquisição daqueles terrenos, com cerca de 9 hectares, com vista à criação do futuro Parque Natural da Cidade de Lagoa, revela um comunicado de imprensa daquele Ministério.

O investimento total deste projecto é de 4,43 milhões de euros, dos quais 3,67 milhões são directamente financiados pelo Fundo Ambiental, sendo que este valor corresponde à parcela destinada à aquisição dos terrenos, adianta o mesmo comunicado.

Conclusão no final de 2025

O projecto técnico, da responsabilidade do Município de Lagoa, consistirá num projecto de renaturalização, de forma a criar uma área de valor natural que permita a visitação e a fruição deste espaço, e será alvo de parecer do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. A previsão de conclusão do Parque Natural da Cidade de Lagoa pelo Município é final de 2025.

O sítio das Alagoas Brancas é uma zona húmida de cerca de 6 hectares no concelho de Lagoa. Não obstante a sua dimensão, possui uma interessante diversidade de espécies de aves e importantes do ponto de vista de conservação das populações nacionais e europeias, realça o mesmo comunicado.

E relembra que em 2019, a Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve coordenou um estudo de três zonas húmidas no Algarve, que reuniu vários especialistas, estudo este financiado pelo Fundo Ambiental. As Alagoas Brancas (Lagoa) foram uma das três zonas húmidas analisadas em pormenor e, para este caso concreto, os valores naturais identificados neste estudo permitiram ter uma correcta percepção da biodiversidade existente no local.

“O Ministério do Ambiente e da Acção Climática empenhou-se em encontrar a melhor solução para, em articulação com o município de Lagoa, proceder à salvaguarda e gestão adequada desta zona húmida, bem como dos valores naturais aí presentes, face ao previsto na lei”, frisa. Neste contexto, durante o ano de 2023, e em conjunto com a Câmara Municipal de Lagoa, foi avaliada a hipótese de aquisição do loteamento das Alagoas Brancas e terrenos adjacentes.

O Ministério do Ambiente e da Acção Climática “assumiu, desta forma, o compromisso de apoiar, por via do Fundo Ambiental, este projecto que visa a criação em Lagoa (Algarve) de um Parque Natural da Cidade de Lagoa, compromisso que foi agora garantido”.

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