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Draeculacephala minerva (feminino), vector da doença (Xylella fastidiosa) na vinha. Foto: J. Clark - University of California, Berkeley (EUA)

DGAV divulga plano para resposta rápida à Xylella fastidiosa

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A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária acaba de divulgar o Plano de Contingência Xylella fastidiosa e seus vectores.

O Plano de contingência tem como objectivo estabelecer um conjunto de procedimentos com vista a garantir uma rápida e eficaz resposta em caso de detecção da Xylella fastidiosa em Portugal.

A bactéria Xylella fastidiosa já matou milhares de oliveiras na região italiana de Apúlia, desde 2013, e está a preocupar os produtores de azeite em Portugal, Espanha, Grécia e na ilha francesa da Córsega. A bactéria também ataca vinhas e citrinos.

Segundo o Plano da DGAV, a Xylella fastidiosa é uma bactéria que apresenta um largo espectro de hospedeiros e produz graves danos em culturas muito importantes tal como, oliveiras, citrinos, videira, fruteiras e ornamentais. “Considera-se que o risco de introdução no nosso País é elevado, tendo em conta a importação e circulação na União Europeia de material de propagação proveniente de diversas regiões, e as frequentes infecções latentes (assintomáticas), as quais dificultam a detecção da bactéria. A erradicação desta bactéria, pelas características que apresenta, torna-se difícil, pelo que a melhor estratégia é a prevenção”.

Sintomas

Os sintomas variam em função do hospedeiro, mas em geral estão associados a manifestações semelhantes a stress hídrico: murchidão, queimaduras (zona marginal e apical das folhas) e em casos mais graves, morte da planta. Em alguns casos assemelha-se a carência de nutrientes minerais, tal como marmoreado, clorose entre nervuras.

O sintoma mais característico é o aspecto queimado dos rebentos e/ou de folhas jovens e murchidão das folhas. No entanto, em determinadas condições, e dependentemente do hospedeiro em causa, a infecção pode ser assintomática.

Descrição dos sintomas

Oliveiras: queimaduras foliares e declínio rápido das oliveiras envelhecidas com morte progressiva da zona apical para a raiz – Olive Quick Decline Syndrome (OQDS)

Videiras: murchidão das folhas, clorose amarela e vermelha, com distribuição irregular e “dieback”; “ilhas” verdes de tecido saudável e separação da folha do pecíolo – Doença de Pierce.

Citrinos: os sintomas da doença Clorose Variegada dos Citrinos (CVC) são o aparecimento de manchas cloróticas amareladas de bordos irregulares começando pela parte mediana da copa e expandindo-se por toda a planta.

Loendros: Os sintomas da doença – Oleander Leaf Scorch (OLS) são o amarelecimento das folhas que é seguido pela característica queimadura e necrose da zona apical, e marginal das folhas.

Quercus sp.: Os sintomas da doença (Bacterial leaf scorch disease – BLS) são a queimadura foliar, irregular nos carvalhos, bem evidente no final do Verão e Outono, com descoloração apical pronunciada com um halo vermelho ou amarelo entre tecidos queimados e verdes, e as nervuras sobressaem em amarelo nas zonas aparentemente sãs.

Amendoeiras: os sintomas da doença Almond Leaf Scorch disease (ALS) provoca padrões irregulares de necrose na folha causando queimaduras foliares que conduzem a uma clara diminuição da produtividade, uma mortalidade progressiva a partir dos ramos apicais e, finalmente, morte de árvores afectadas.

Pessegueiros: a doença designada Phony Peach Disease (PPD) apresenta ramos com entrenós mais curtos, comprimento dos pecíolos e da área foliar também menores e, num estágio mais avançado da infecção, ocorre senescência das folhas mais maduras, ficando o ramo desprovido de folhas ou com pequeno número de folhas no seu ápice.

Veja também:

Xylella fastidiosa, o que é, como prevenir?

Xylella fastidiosa chega a França

Pode consultar o documento aqui.

Agricultura e Mar Actual

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