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Cortes nas ajudas da PAC. CNA: Ministério da Agricultura ignorou alertas e “os cortes estão aí a sentir-se no bolso dos agricultores”

A direcção da CNA – Confederação Nacional da Agricultura considera que os “cortes nas ajudas da PAC confirmam más decisões do Governo e penalizam rendimento dos agricultores”, salientando que alertou atempadamente o Governo.

“Os pagamentos das ajudas da Política Agrícola Comum (PAC) aos agricultores calendarizados para o mês de Janeiro confirmam cortes significativos para as explorações agrícolas, com forte impacto negativo nos rendimentos dos agricultores, particularmente para as pequenas e médias explorações”, refere um comunicado de imprensa da Confederação.

“Os agricultores e o País precisam de uma alteração profunda das políticas agrícolas aplicadas nas últimas décadas por sucessivos Governos e de um Ministério da Agricultura que resolva os problemas da agricultura nacional, a começar pela garantia de rendimentos dignos e justos para os agricultores”

A CNA “cedo e bastas vezes alertou que as más opções e decisões políticas do Ministério da Agricultura e do Governo, no desenho do Plano Estratégico Nacional para aplicação da PAC em Portugal, iriam traduzir-se em cortes brutais nas ajudas aos agricultores. O Ministério da Agricultura ignorou, tomou as suas decisões e os cortes estão aí, a sentir-se no bolso dos agricultores”, acrescenta o mesmo comunicado.

E reforça que “as reduções nos apoios são quase transversais a todas as intervenções e mesmo aquelas que têm como objectivo maior equidade na distribuição das ajudas, como o Apoio Redistributivo Complementar, tiveram redução”.

Cortes nas áreas baldias elegíveis para pastoreio

“As más opções do Ministério da Agricultura na programação do PEPAC, por exemplo com as transferências de pilares, traduzem-se também em perdas brutais na Agricultura Biológica e Produção Integrada com o valor da ajuda a ser reduzido em 35% e 25%, respectivamente”, salienta a CNA, referindo ainda que “a estes, somar-se-ão no próximo ano os cortes nas áreas baldias elegíveis para pastoreio, o que irá prejudicar brutalmente o rendimento dos compartes”.

Também por estas razões, a CNA reprovou a reprogramação do PEPAC e reclama “uma nova, verdadeira e justa reprogramação, que resolva todos estes problemas, reverta os cortes nas ajudas nos baldios e nas ajudas às explorações de menor dimensão, pela valorização das zonas de minifúndio e da Agricultura Familiar”.

“Os agricultores e o País precisam de uma alteração profunda das políticas agrícolas aplicadas nas últimas décadas por sucessivos Governos e de um Ministério da Agricultura que resolva os problemas da agricultura nacional, a começar pela garantia de rendimentos dignos e justos para os agricultores”, frisa a direcção da CNA.

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