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Jovens Agricultores querem Capoulas como Comissário Europeu para Agricultura

A AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal está preocupada com o futuro da agricultura na Europa e em Portugal. A associação presidida por Firmino Cordeiro, diz que Capoulas Santos “está em óptimas condições para assumir no futuro a pasta de Comissário Europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural”.

“Por cá semeou ideias, algumas foram germinando e outras concretizadas, importava agora que a sua visão global sobre a agricultura na Europa face ao seu curriculum europeu, e sensibilidade em relação a outros continentes nomeadamente África, pudesse ser associado a um quadro de maior responsabilidade e de intervenção política íntegra e estratégica para a Europa e na sua relação com os países mais debilitados e com as superpotências produtivas de países de outros continentes”, diz um comunicado da AJAP.

Preocupação com o futuro da agricultura

Aquela associação, após marcar presença na FFA – Forum For the Future of Agriculture, organizado pela ELO – European Landowners Organization, ocorrida no dia 9 de Abril em Bruxelas, através do seu director-geral, Firmino Cordeiro, diz que “facilmente se percebe das dúvidas ainda existentes acerca do futuro da agricultura europeia”.

Em Portugal, diz um comunicado da AJAP, em final de execução do PDR 2020 “um programa mal desenhado, que foi necessitando de diversas emendas ao longo do seu percurso e com debilidades financeiras”, ainda assim foi dando “alguns sinais de vitalidade, aumentam as nossas dúvidas relativamente ao futuro programa europeu da PAC e naturalmente a sua adaptação a Portugal, pois espera-se confuso, com novas regras e menos dinheiro”.

Indefinição e de incertezas na Europa

O grau de indefinição e de incertezas na Europa foi a nota dominante do Fórum, em que estiveram presentes os comissários europeus Miguel Arias Canete – Comissário do Clima e Energia — e Phil Hogan — Comissário Europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural, outros responsáveis políticos e vários dirigentes europeus.

Para os Jovens Agricultores, “muitas perguntas continuam ainda sem respostas nomeadamente:

  • Qual o rumo da agricultura europeia para o futuro?
  • Que agricultores a futura PAC pretende privilegiar na Europa?
  • Que políticas de incentivos aos jovens agricultores numa Europa envelhecida?
  • Como pretende a futura PAC lidar com as grandes questões que a sociedade civil europeia coloca, desde logo o desperdício alimentar, Economia Circular, sustentabilidade ambiental e ecológica, alterações climáticas (períodos de seca prolongados/uso eficiente da água), combate ao abandono e desertificação das zonas rurais.

Capoulas atenua problemas

Acrescenta o mesmo comunicado que, em Portugal, o ministro da Agricultura, Capoulas Santos (actualmente em recuperação após uma intervenção vascular), “foi tentando atenuar alguns desses problemas, uma vez que, muitos deles se fazem sentir com maior intensidade nos países do Sul da Europa, daí talvez uma menor preocupação por parte dos responsáveis de outros países bem mais poderosos da UE, em relação à sua grande maioria”.

Diminuição do apoio da PAC

Com eleições europeias à porta a AJAP fica “perplexa com a ainda ausência de respostas a muitas questões, desde logo a previsível diminuição financeira em relação ao II pilar da PAC para Portugal”, estimada em menos 15% relativamente, ao anterior PDR, programa que “por falta de verbas vai ficar aquém das necessidades rurais de investimento no País, nomeadamente no rejuvenescimento dos seus agricultores considerados dos mais envelhecidos da Europa”.

Atendendo a algumas prioridades que o ministro Capoulas Santos introduziu em Portugal, a dinamização e investimento no regadio, nas florestas, na agricultura familiar e a introdução do JER – Jovem Empresário Rural, a AJAP entende que o ministro português “está em óptimas condições para assumir no futuro a pasta de Comissário Europeu para Agricultura e Desenvolvimento Rural”.

Na perspectiva da AJAP o Mundo “não pode ter fome e em simultâneo desperdício alimentar, não pode ter terras férteis e água em abundância ao abandono em determinadas regiões e outras onde apenas se produz devido à introdução de enormes recursos energéticos à base de petróleo”.

Equilíbrio alimentar e nutricional

Para os Jovens Agricultores, o equilíbrio alimentar e nutricional a par da segurança alimentar e da disponibilidade de alimentos, é um direito de todos os cidadãos do Mundo, mas para “além da fome e subnutrição, infelizmente ainda assistimos a produções sem regras, o uso às cegas de factores de produção, ao desrespeito pelo trabalho humano e obviamente a um contributo exagerado devido às más práticas da actividade agropecuária na libertação de gases causadores de efeito estufa, como o CO2 e o CH4”.

A AJAp diz que “não podemos comprometer as próximas gerações, temos de actuar com urgência e minimizar o fenómeno das alterações climatéricas, não podemos assobiar para o lado e assistir ao grito de milhares de jovens nas ruas das cidades e vilas a exigir que os responsáveis políticos não prejudiquem mais as suas vidas e dos seus futuros filhos e netos”.

Agricultura e Mar Actual

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