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Crise dos combustíveis: Jovens agricultores “temem o pior”. Empresas agrícolas podem falir

A AJAP – Associação dos Jovens Agricultores de Portugal considera a greve dos motoristas de matérias perigosas vai afectar “uma grande parte do País (muitos portugueses não estão de férias), e muitas pequenas e médias empresas em vários sectores, com especial destaque para as do sector agrícola e pecuário que inclusive poderão falir”.

Relembre-se que a greve foi convocada pelo Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias, que hoje começou, por tempo indeterminado, ameaçando o abastecimento de combustíveis e de outras mercadorias.

A associação apela assim ao Governo, para que “dê prioridade a este sector no número de postos e na devida repartição em todas as regiões do País (incluindo zonas rurais) em relação ao gasóleo colorido e ao normal, pois podem efectivamente estar em causa milhares de explorações e milhares de postos de trabalho“.

Culturas em risco

Segundo a direcção da AJAP, várias colheitas e distribuição de frutas e hortícolas “podem estar em elevado risco, vindimas caso o período de greve se estenda, transportes de rações e outros alimentos animais, o sector do leite quer na recolha aos agricultores quer na distribuição aos consumidores, bem como para os sectores das aves e suínos estão em grande risco”.

Quem são os responsáveis?

Em comunicado a associação questiona: “Quem são os responsáveis?”.

“Com toda a certeza os agricultores não, e reparem a evolução que este sector tem tido no País cada vez com a balança comercial mais equilibrada, atendendo ao que exportamos e importamos”, realça a direcção da AJAP.

Para aqueles jovens agricultores, “as colheitas não podem ser postas em causa. É urgente a existência de combustível para que os agricultores possam operar as suas máquinas (tractores e alfaias agrícolas), para fazerem as suas colheitas e escoarem os seus produtos”.

“A bem da nação, da economia do País, o abastecimento da população não pode estar em causa, devido a causas que podendo ser justas e democráticas, não devem bloquear um País prestes a ir a votos”, realça o mesmo comunicado.

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