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CDS recomenda criação de Fundo de Emergência Ambiental para as alterações climáticas

O CDS, através de um Projecto de Resolução, recomenda ao Governo a criação de um Fundo de Emergência Ambiental, com a dotação de 30 milhões de euros, que vise dar resposta a situações de emergência relacionadas, nomeadamente, com o abastecimento de água às populações, actividades económicas e a garantia da utilização máxima dos fundos comunitários disponíveis para o efeito, e quer que este fundo seja financiado através do Fundo Ambiental.

“As alterações climáticas são hoje uma realidade com que todos nos confrontamos e a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências profundas e transversais em várias áreas da sociedade: económica, social e ambiental, explicam os centristas.

E acrescentam que no futuro, os seus impactos serão cada vez mais frequentes e intensos, sendo que fenómenos climáticos extremos acarretam vários perigos, como inundações, tempestades e secas.

Maior risco de desertificação

Segundo os deputados do CDS, Portugal, pela sua característica mediterrânica e de “acordo com vários especialistas, é o país da União Europeia com maior risco de desertificação, fruto de secas mais frequentes e prolongadas, sendo os territórios do interior do país particularmente sensíveis a estes fenómenos”.

Recentemente, acrescenta uma nota do Grupo Parlamentar do CDS, o País “foi fustigado com um conjunto de diversos fenómenos extremos, como secas (que em 2017 proporcionaram a ocorrência de grandes incêndios), a tempestade Leslie e quedas de granizo que têm acarretado enormes prejuízos para as populações e a economia”.

Fenómenos meteorológicos extremos

Acrescenta a mesma nota que, segundo um relatório da Agência Europeia do Ambiente, que contabilizou para cada país os prejuízos resultantes de fenómenos meteorológicos extremos, como cheias, tempestades e incêndios de grandes dimensões, os “custos das alterações climáticas em Portugal, entre 1980 e 2013, ascendem a 6.800 milhões de euros sendo que, destes, apenas 300 milhões estavam cobertos por seguros”.

“Este enorme prejuízo representa um custo de 665 euros per capita e de 73,5 milhões de euros por quilómetro quadrado, o equivalente a 0,14% do Produto Interno Bruto nacional”, realçam os centristas.

Para fazer face a estes fenómenos, “as respostas do Governo não têm sido suficientes, pelo que a existência de um Fundo de Emergência, facilmente mobilizável em situações de catástrofe natural, será de enorme pertinência. O CDS-PP considera que o Fundo Ambiental seria o instrumento mais adequado para assegurar este fundo de emergência”, refere ainda a mesma nota.

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