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Vinho Júpiter à venda por 500 euros o copo no restaurante do grupo Gordon Ramsay

Custa 28 mil euros uma garrafa de Uranus, o segundo “vinho do outro mundo”. Os grandes formatos chegaram agora aos compradores e investidores que pedem, cada vez mais, esta opção. No Natal de 2022 chegou ao mercado o segundo “vinho do outro mundo”. Depois da experiência com o português Júpiter, o primeiro da série “Wines From Another World”, Cláudio Martins, o mentor do projecto, escolheu Espanha, mais precisamente a região de Priorat, em parceria com Dominik Huber daTerroir al Limit, e apostou, pela primeira vez, nos formatos grandes.

Foram lançadas 500 garrafas de 0,75 litros, a 1.700 euros, já praticamente esgotadas, e a serem vendidas, agora, a 2.040 euros. Agora, o consumidor e investidor já têm disponíveis algumas das 24 garrafas magnum (1,5 litros), vendidas a 3.500 euros, 12 de 3 litros, com um custo de 7.000 euros, e seis de 6 litros, cujo preço é de 13.000 euros.

Há, ainda, 3 garrafas de 12 litros a 28 mil euros cada uma. “Quando lançamos os grandes formatos, temíamos que houvesse atrasos tendo em conta as dificuldades das matérias-primas, o que se veio a verificar. Quem fez as reservas, no entanto, não desistiu o que reforça a essência deste projecto: são vinhos para beber, mas para coleccionar e investir, acima de tudo”, adianta Claúdio Martins, da Martins Wine Advisor. O quarto planeta mantém-se na Europa e é apresentado este ano.

“O grande objectivo do Júpiter foi alavancar a marca de Portugal e a categoria de Fine Wines a nível internacional. E conseguimos, ele está à venda em alguns restaurantes icónicos, nomeadamente no grupo Gordon Ramsay, que está a servir o Júpiter a copo, a 500 euros. Para nós é um grande orgulho ver vinhos portugueses a ombrear com os grandes vinhos de Bordéus ou da Borgonha nesta categoria de vinhos mais exclusivos”, diz Cláudio Martins.

Contas feitas, em Fevereiro de 2024, do alentejano Júpiter, lançado em 2021, em parceria com a Herdade do Rocim, a 1.000 euros, está já há muito esgotado e “há investidores a vendê-lo pelo dobro”. Do “planeta Uranus”, restam 100 garrafas de 0,75L e já foram vendidas 5 magnuns. No final de 2023, foi lançado o terceiro planeta, “Saturn”, em parceria com o alemão Ernest “Erni” Loosen, de Vale do Mosel. São 1780 garrafas de 0,75l por 900 euros e 60 magnuns, pelo valor de 2.000. “Já estão vendidas 300 garrafas de 0,75l e 15 magnuns”, refere.

Ao contrário do Júpiter, um tinto da talha alentejano de 2015, o Uranus é um vinho jovem, da colheita de 2021, embora seja produzido a partir de uma vinha velha, com 75 anos, sendo que a casta maioritária (85%) é a garnacha negra peluda, mais 10% de garnacha branca e 5% de cariñena.

O Saturn, por seu turno, colhido no famoso vinhedo Grand Cru Erdener Treppchen, é um Riesling produzido na tradição alemã de GG seco e homenageia Saturno, o sexto planeta a partir do Sol e o segundo maior do Sistema Solar, depois de Júpiter. Proveniente de Erdener Treppchen, Vale do Mosel, Alemanha, este vinho provém de vinhedos com mais de 130 anos: as uvas são colhidas da parcela mais antiga de vinhas de Ernest “Erni” Loosen, vinhas de pé franco no Erdener Treppchen.

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