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Manual de Boas Práticas Sanitárias para coelho-bravo e lebre? Está aqui

A DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, em colaboração com outros parceiros do Projecto +Coelho, elaborou um Manual de Boas Práticas Sanitárias orientado para a recuperação do coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) e da lebre (Lepus granatensis).

Segundo aquela Direcção, pretende-se que este manual possa contribuir para a sensibilização e aplicação de boas práticas sanitárias durante o ato venatório e na gestão dos recursos cinegéticos.

O Manual tem como objectivo reunir informação simples e sistematizada sobre as medidas sanitárias recomendadas para a prevenção, redução da disseminação e controlo dos principais agentes patogénicos que afectam os leporídeos em Portugal, com enfâse para o coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus).

O Manual pretende dar resposta às dúvidas e dificuldades sentidas no sector da caça, facilitar a intervenção de gestores, guardas, outros técnicos e caçadores através da disponibilização de um conjunto de informações e procedimentos práticos e, assim, contribuir para a recuperação do coelho-bravo no território nacional.

Doença hemorrágica viral

Com o aparecimento em Portugal, em 2012, da nova variante do vírus da doença hemorrágica viral (DHV) dos coelhos (RHDV2 ou GI.2), que provocou elevada morbilidade e mortalidade do coelho-bravo (também designado coelho-europeu), afectando todas as faixas etárias da espécie, diz o Manual que tornou-se necessário adoptar uma nova estratégia que implementasse e reforçasse as medidas de controlo desta doença, por forma a diminuir o seu impacto nas populações naturais de coelho.

Grupo de Trabalho +Coelho

Assim, ao abrigo do Despacho n.º 4757/2017, de 31 de Maio, foi criado um Grupo de Trabalho (GT) designado Grupo de Trabalho +Coelho que elaborou e colocou em curso em Portugal um “Plano de Acção para o Controlo da Doença Hemorrágica Viral dos Coelhos” com o objectivo principal de reverter o declínio preocupante desta espécie.

O Plano desenvolve-se em três eixos de intervenção, nomeadamente Programa de Investigação, Boas Práticas de Gestão e Medidas de Controlo Sanitário e com uma componente transversal de Comunicação, Sensibilização e Divulgação, tendo como objectivos o conhecimento, monitorização e controlo da mortalidade associada à DHV, o fomento de populações viáveis e auto-sustentáveis de coelho-bravo, o incremento das populações através de práticas de gestão adequadas e integradas, e o aumento da consciência social sobre a importância ecológica do coelho-bravo e implicações das boas práticas de gestão.

Este Plano prioriza a comunicação e a disseminação do conhecimento técnico-científico gerado para os proprietários, produtores, caçadores, gestores e demais utilizadores do território.

Fundo Florestal Permanente

Algumas medidas deste Plano estão a decorrer desde Agosto de 2017, financiadas pelo Fundo Florestal Permanente através do Projecto +Coelho: Avaliação Ecossanitária das Populações Naturais de Coelho-Bravo Visando o Controlo da Doença Hemorrágica Viral.

Este projecto reúne parceiros da administração pública e da academia em estreita articulação com as organizações do sector da caça (OSC) de primeiro nível e constitui uma nova plataforma conceptual e operacional para a recuperação do coelho-bravo.

Veja os objectivos no INIAV

Os objectivos gerais, as medidas específicas e as actividades desenvolvidas no âmbito do projecto +Coelho podem ser conhecidos em maior detalhe no site do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, aqui.

O Grupo de Trabalho +Coelho é coordenado pelo Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária (INIAV) e é constituído por representantes do Instituto da Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV), Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) da Universidade do Porto, Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (iBET), Ordem dos Médicos Veterinários (OMV), Associação Nacional de Proprietários Rurais, Gestão Cinegética e Biodiversidade (ANPC), Confederação Nacional dos Caçadores Portugueses (CNCP) e Federação Portuguesa de Caça (FENCAÇA).

Pode fazer download do Manual aqui.

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