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INE: Pastagens e forragens abrandam desenvolvimento vegetativo

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A precipitação escassa, o frio e a ocorrência de geadas conduziram à inibição do desenvolvimento vegetativo das pastagens e das culturas forrageiras, situação habitual no ciclo de produção destas culturas nas condições mediterrâneas.

Segundo as previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de Janeiro, os efectivos pecuários continuam sem dificuldades de acesso às pastagens mas, duma forma generalizada, a matéria verde disponível nas áreas forrageiras não é suficiente para colmatar as necessidades alimentares.

O recurso a alimentos conservados (palhas, fenos e silagens) e concentrados (rações industriais) tem decorrido dentro dos parâmetros normais para a época.

Janeiro seco

Acrescentam os técnicos do INE que o mês de Janeiro caracterizou-se, em termos meteorológicos, como normal em termos de temperatura e muito seco quanto à precipitação.

O valor médio da quantidade de precipitação, 57,3mm, correspondeu a cerca de metade da normal (1971-2000), situação que, de acordo com o índice PDSI, contribuiu para o surgimento da classe de seca meteorológica moderada (94% do território continental encontrava-se, no final de Janeiro, em seca meteorológica moderada ou fraca).

Em relação às temperaturas, de assinalar a ocorrência, durante a primeira quinzena, de temperaturas mínimas muito inferiores ao normal, com a consequente formação de geada nos locais mais abrigados.

Estas condições meteorológicas permitiram a realização, com normalidade, da maioria dos trabalhos agrícolas, nomeadamente as podas das vinhas e pomares, a conclusão das sementeiras e a adubação de cobertura das culturas arvenses de inverno.

Reservas hídricas nos 66% da capacidade total

Quanto às reservas hídricas, no final de Janeiro, o volume de água armazenado nas albufeiras de Portugal continental encontrava-se nos 66% da capacidade total, valor ainda assim superior ao observado no período homólogo (59%), quando, recorde-se, se registava o oitavo mês consecutivo com mais de metade do território continental em seca meteorológica severa ou extrema.

No final de Janeiro, o teor de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, registou uma diminuição face ao final do mês anterior, em particular na região Sul, onde se verificam valores inferiores a 40%.

Agricultura e Mar Actual

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