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GPP: “SAU nacional é reduzida, extensiva e pouco produtiva”

“A SAU [superfície agrícola utilizada] nacional é reduzida, extensiva e pouco produtiva; os solos de qualidade e a área irrigada e irrigável são diminutos. Há necessidade de encarar uma dualidade crescente na nossa agricultura: uma vasta área de 80% com dificuldades de viabilização (o sequeiro), mas com um papel de gestão territorial e climática imprescindível ao desenvolvimento sustentável do nosso País e uma área com maior aptidão produtiva de cerca de 14% da SAU, 566 mil ha, ou seja 6% de todo o nosso território”.

A opinião é de Eduardo Diniz e Bruno Dimas, respectivamente, Director-geral e Subdirector-geral do GPP — Gabinete de Planeamento Políticas e Administração Geral, do Ministério da Agricultura, em artigo publicado na edição n.º 28 da publicação Cultivar – Cadernos de Análise e Prospectiva, dedicada ao tema das estruturas agrárias

Para aqueles responsáveis, “este número demonstra bem que o solo, principal responsável pela produção alimentar em Portugal, deve ser protegido. A concorrência por este recurso é enorme: urbanização (áreas férteis são tradicionalmente próximas dos aglomerados urbanos), a pressão energia-solo (caso dos painéis solares), a floresta, o turismo”.

Por outro lado, dizem, “é cada vez mais importante, no seio do universo das explorações agrícolas, focar as políticas naquelas que mais contribuem para os objectivos de segurança alimentar e de gestão territorial”, adiantando que “é uma parcela reduzida de explorações agrícolas que gera um maior valor económico e de produção agroalimentar ou um maior contributo para a gestão do território e a sua resiliência ecológica”.

“Isto não quer dizer que todas as explorações agrícolas não tenham o seu papel, mas o que se verifica é que um elevado número de explorações cumprem um papel limitado nestes objectivos e, mesmo do ponto de vista do rendimento dos agregados, o contributo da agricultura, ou mesmo o autoconsumo, tornou-se secundário comparativamente há umas décadas”, adiantam.

Pode ler a edição n.º 28 da publicação Cultivar aqui.

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