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Área semeada de cereais de Inverno semelhante à da campanha anterior

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A área semeada de cereais de Inverno foi semelhante à da campanha anterior, diz o Instituto Nacional de Estatística (INE), no seu Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Março de 2021.

Os períodos de precipitação deste mês dificultaram a realização das sementeiras tardias de cereais de Outono/Inverno, tal como já tinha acontecido no pico das sementeiras de Novembro e Dezembro. Apesar disso, a área semeada deverá ser semelhante à da campanha anterior para o trigo, triticale, cevada e aveia, e registar uma diminuição de 5% no centeio.

Estas previsões reforçam a tendência de estabilização da área destas culturas, sendo que nas últimas três campanhas a superfície total dos cereais de Outono/Inverno fixou-se nos 112 mil hectares.

Cereais de Outono/Inverno com desenvolvimento regular

Após as dificuldades pontuais nas sementeiras dos cereais de Outono/Inverno, as germinações e as emergências foram boas. O enraizamento e afilhamento decorreram normalmente, promovidos pelas baixas temperaturas de Janeiro.

No final de Fevereiro a maioria das searas encontrava-se entre o fim do afilhamento (as de sementeira tardia) e o início do encanamento (as mais precoces), apresentando povoamentos regulares e aspecto vegetativo normal, excepto nos solos com menor drenagem, onde já são evidentes os sinais de asfixia radicular.

Para a aveia para grão, cereal mais avançado no ciclo de desenvolvimento, estima-se uma produtividade próxima das 1,3 toneladas por hectare, semelhante à alcançada em 2020.

Precipitação

No final de Fevereiro, e de acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, praticamente deixou de existir seca meteorológica no continente, sendo que apenas 0,1% do território (correspondente à zona de Castro Marim/Vila Real de Santo António) está na classe de seca fraca.

O teor de água no solo, em relação à capacidade de água utilizável pelas plantas, manteve-se com valores muito próximos ou iguais à capacidade de campo em todas as regiões, sendo que apenas nalgumas zonas do Baixo Alentejo ocorreram valores inferiores a 60%.

Reservas hídricas

Quanto às reservas hídricas, o volume de água armazenado nas albufeiras de Portugal continental encontrava-se nos 85% da capacidade total, valor muito superior ao registado no final do mês anterior (70%) e ao valor médio de 1990/91 a 2019/20 (75%).

Todas as bacias hidrográficas registaram um aumento do volume de água armazenado, excepto a do Ave (que ainda assim continua com uma disponibilidade hídrica de 94% do volume total).

Destaque para a albufeira do Alqueva que, estando a 89% da sua capacidade máxima (valor mais elevado desde Janeiro de 2015), armazenava, no final de Fevereiro, 40% do volume total de água existente nas albufeiras do Continente. Nas charcas e albufeiras de pequena dimensão as disponibilidades de água estão, regra geral, no máximo.

Estas condições meteorológicas e hidrológicas dificultaram a realização dos trabalhos agrícolas da época, nomeadamente das mondas, adubações de cobertura e preparação dos terrenos para as sementeiras de Primavera/Verão, sobretudo devido ao encharcamento dos solos, em particular dos menos profundos ou com pior drenagem.

As podas foram menos afectadas, se bem que em algumas situações a precipitação forte tenha interrompido os trabalhos, que se prolongarão pelo mês de Março.

Quanto ao desenvolvimento das culturas, as searas, pastagens e forragens beneficiaram destas condições e apresentam um aspecto vegetativo normal. Já nas culturas permanentes subsiste alguma preocupação em determinadas zonas de produção frutícola (em especial no Baixo Oeste) pelo reduzido número de horas de frio acumuladas neste mês, com possíveis impactos negativos na produtividade.

Agricultura e Mar Actual

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