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APIC: “faltou à organização da JMJ a recomendação de verdadeiros compromissos com a sustentabilidade”

“Então se deixarmos de comer carne, contribuímos para a sustentabilidade ambiental? Então a carne, não faz parte da roda dos alimentos? Devendo ser consumida na porção recomendada? Então a carne não tem nutrientes que não se encontram noutros alimentos? Ou em quantidades que evitam desequilíbrios nutricionais e consequentes patologias?”. As perguntas são da directora executiva da APIC – Associação Portuguesa dos Industriais de Carnes Graça Mariano, considerando que “faltou à organização da JMJ [Jornada Mundial da Juventude] a recomendação de verdadeiros compromissos com a sustentabilidade”.

Em artigo de opinião publicado na página da APIC, Graça Mariano questiona ainda: “então para se produzir carne, não é necessária a pecuária e a agricultura, actividades a montante fundamentais para fixar a população no interior, promovendo desenvolvimento que fazem criar riqueza em locais que estariam condenados à desertificação?”.

E realça que “não se pode ver a carne apenas num ângulo, há que avaliar este assunto em todas as suas dimensões (…) há que identificar todos os benefícios que a carne traz e não apenas alguma consequência menos positiva. Não sejamos hipócritas!”.

Para a directora executiva da APIC, “um evento tão nobre, que move tanta fé deveria ter tido um “Manual para o Peregrino” com recomendações efectivas para mitigar a pegada do carbono, que estivessem alinhadas com o Santo Papa, quando refere que …”deveremos travar a degradação ambiental e as alterações climáticas”…, promovendo verdadeiros compromissos com a sustentabilidade”.

“Ambientalistas de secretária”

“Contudo, até num evento magnificente como este, teria de haver uma “pedra no sapato!”. Neste, a pedra foi o “Manual para o Peregrino” que, infelizmente foi pouco reflectido e dotado de pouco rigor técnico” (…) Pretendia a organização da JMJ incluir recomendações para confortar todos os que vieram a Lisboa, por contribuírem através da viagem, para a pegada de carbono e vai daí, toca de lhes recomendar: não comam carne”. “Não seria necessário serem tão redutores, eu diria tão ambientalistas de secretária”, acrescenta Graça Mariano no seu artigo de opinião, que pode ler aqui.

Relembre-se que a polémica instalou-se após uma notícia do Expresso, que garantia que a “organização [da JMJ] publicou um manual onde recomenda formas de compensar a poluição provocada pela viagem a Lisboa”, o qual sugeria aos peregrinos serem vegetarianos para compensar viagem de avião.

Na verdade, o Manual do Peregrino não sugere a alimentação vegan. A notícia do Expresso refere-se não ao Manual do Peregrino mas ao Manual da Pegada de Carbono do calculador de pegada carbónica do peregrino, desenvolvido pela Novo Verde — Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens em parceria com a JMJ Lisboa 2023, onde se pretende sensibilizar para atitudes mais responsáveis e sustentáveis.

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