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Popularidade do padel não pára de crescer em Portugal

Com a raquete nas mãos, os tenistas portugueses João Sousa e Pedro Sousa são dois jogadores de qualidade e bem posicionados no ranking mundial. Mas não são os únicos lusitanos com destaque mundial no que diz respeito aos desportos com raquete. No padel, modalidade relativamente nova no país, Miguel Oliveira e Diego Rocha são dois atletas que não param de avançar no ranking masculino, enquanto Ana Catarina Nogueira e Sofia Araújo brilham na tabela feminina.

Criado em 1969 no México, o padel já é muito popular em países como a Espanha e a Argentina e tem vindo a seguir uma trajectória de crescimento similar em Portugal. Vários estudos indicam que nos últimos anos a prática deste desporto aumentou anualmente uma média de 80%, e já são mais de 100 mil os portugueses que jogam padel, entre jogadores federados e amadores.

É um desporto recente em Portugal, “apesar de que em Espanha já se pratique há alguns anos”. Estima-se que haja cinco milhões de praticantes no país vizinho, e este desporto tem um impacto financeiro inclusivamente maior que o ténis, apesar de haver grandes tenistas no país, como Rafa Nadal. Em Portugal não estamos nem perto disso. Porém, “já haverá qualquer coisa como 100 mil praticantes” e esse número “não para de crescer”, afirma João Lagos, empresário desportivo, em entrevista ao Diário de Notícias.

Os primeiros campos em Portugal foram construídos no início da década de 1990 e desde então a popularidade desse desporto tem sido imparável.

“Comparam-nos muito com o ténis, obviamente, e é inevitável essa comparação. Nós todos, no padel, gostamos muito de ténis, como gostamos de todas as outras modalidades. Para quem joga ténis é mais fácil iniciar-se, porque já tem a noção de raquete-bola e olho-bola. Portanto, numa primeira instância, vamos beber ao ténis”, diz Ricardo Oliveira, presidente da Federação Portuguesa de Padel (FPP).

O crescimento em Portugal não passa despercebido internacionalmente. Em 2015, a selecção nacional feminina ganhou o Campeonato da Europa, disputado na Holanda. Dois anos depois, o Campeonato da Europa decorreu no Clube de Ténis do Estoril.

O Clube de Ténis do Estoril não foi o único que já aderiu ao padel. Até mesmo os casinos, que são muito tradicionais e sinónimos de diversão, já estão a receber eventos desse desporto. Em Março, por exemplo, o Casino Estoril foi sede do Padel Golden Cup 2019, evento que contou com a participação de vários países.

Foto de Jennifer Nel

Para 2019, são várias as competições realizadas em território português, algumas das quais são dedicadas a veteranos e outras incluem categorias não profissionais. Tudo isso vem acompanhado pelo facto de que há cada vez mais novos campos de padel em Portugal.

Apesar do avanço português, vai ser difícil ocupar a posição de destaque que a Espanha já conquistou nesse desporto. Actualmente, as dez jogadoras melhor posicionadas são todas espanholas. E entre os homens o cenário não é muito diferente.

“A nação mais forte no padel é a Espanha. Porém, a Argentina e alguns outros países latinos contam com boa tradição. Existe um boom na França, Inglaterra e nos países nórdicos. Existe uma Federação Internacional de Padel, mas é iminente a criação da Federação Europeia de Padel”, diz Lagos.

O desporto está inclusivamente a conquistar a admiração de alguns ex-atletas famosos. É o caso de Carles Puyol, que durante muito tempo foi defesa central titular do FC Barcelona. “Agora, quando perguntam se eu quero jogar futebol ou padel, digo que prefiro jogar padel”, afirma o espanhol.

Ele não é o único. Entre os jogadores de futebol que continuam no activo, Paul Pogba e Zlatan Ibrahimovic também adoram o padel e às vezes praticam esse desporto nos momentos de lazer.

Segundo Francisca Carvalho, do Bola na Rede, mais de 70% das pessoas que jogam padel pela primeira continuam a fazê-lo, algo que explica esta atracção dos jogadores de futebol em relação a este desporto. O padel não é só uma moda passageira. O crescimento da modalidade regista números espectaculares anualmente e a sua popularidade em Espanha e em alguns países da América Latina é uma prova disso. E pode que Portugal ainda não seja uma das principais potências neste desporto, mas o cenário poderá mudar radicalmente nos próximos anos.

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