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Federação europeia: Brexit cria “instabilidade nos vinhos” e perda de competitividade

EFOW – European Federation of Origin Wines está preocupada com a saída do Reino Unido da União Europeia. E diz mesmo que o Brexit “abre um período de instabilidade para os vinhos de outros Estados-membros da UE”.

A federação europeia dos vinhos de origem receia mudanças no acesso ao mercado britânico, nomeadamente no que diz respeito aos futuros níveis de taxas aduaneiras e à possível protecção aos vinhos de denominação europeus.

Dizem aqueles produtores que a descida da libra inglesa poderá levar, a longo prazo, a um aumento dos preços dos vinhos importados da UE, o que “poderá ter um impacto na nossa competitividade no mercado. Poderá mesmo seguir-se uma perda de quota de mercado” com os britânicos a preferirem consumir vinhos a preços mais acessíveis.

Para a EFOW, o Reino Unido vai “sem dúvida” renegociar acordos de livre comércio com os “países produtores e exportadores de vinho”, correndo-se o risco de os concorrentes dos produtores europeus virem a ter “um melhor acesso ao mercado de vinhos”.

Pequeno produtor, grande consumidor

Aquela Federação realça que o Reino Unido é um pequeno produtor de vinho, (36 000 hl em 2016, segundo fontes da Comissão Europeia), mas um grande consumidor (12,9 milhões de hectolitros). Em 2015, Reino Unido, a nível mundial, foi o sexto maior consumidor de vinho, segundo a OIV – International Organisation of Vine and Wine, sendo o segundo maior importador mundial de vinho em volume, a seguir à Alemanha, e o segundo em valor, depois dos Estados Unidos.

Em termos de volume de negócios, o Reino Unido importa vinhos essencialmente de França, Itália, Austrália, Espanha e Nova Zelândia. Para os produtores europeus de vinho, é um mercado-alvo, em particular, nos vinhos de gama alta.

A EFOW salienta ainda que, actualmente, o Reino Unido é uma verdadeira plataforma mundial para o comércio de vinho, principalmente para os vinhos europeus de denominação geográfica, por exemplo no que diz respeito a leilões, distribuição, armazenamento e re-exportação para outros países, principalmente para a Ásia.

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