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Foto: vespavelutina.eu

DGAV vai a Tomar dar formação sobre plano de acção para vigilância da vespa velutina

Chegou a Primavera. É tempo da vespa velutina, ou asática. Uma só vespa, a rainha que hibernou durante o Inverno, constrói um ninho de pequena dimensão (aproximadamente uma bola de ténis), criando algumas vespas que irão posteriormente construir os ninhos que podem atingir grandes dimensões. Os ninhos são construídos em locais com pouca frequência humana, preferencialmente em pontos altos e isolados. Os principais efeitos negativos da presença desta espécie são sobre a apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas e a expansão de ninhos em locais de frequência humana.

Para reforçar o controlo do problema que assola apicultores e a população em geral, a DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária, com a colaboração do ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, do INIAV – Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, da FNAP – Federação Nacional dos Apicultores de Portugal e a Câmara Municipal de Tomar, vai realizar uma acção de formação sobre o “Plano de Acção para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal”, no próximo dia 21 de Abril de 2017, em Tomar, com início previsto pelas 10 horas.

A ficha de inscrição (aqui) deve ser enviada à DGAV até ao dia 14 de Abril para o e-mail: formacao.especializada@dgav.pt.

Esta acção destina-se essencialmente a técnicos dos vários organismos da Administração Central e da Administração Local do Estado – DGAV; INIAV; ICNF; DRAP; Câmaras Municipais (nomeadamente GTF – Gabinetes Técnicos Florestais e Serviços Municipais de Protecção Civil); técnicos de organizações de apicultores (associações, sociedades, cooperativas); de caça; de produtores florestais; elementos do SEPNA/GNR (incluindo operadores da linha SOS Ambiente); Bombeiros; Guardas de Recursos Florestais; Vigilantes da Natureza; e a Sapadores Florestais.

A vespa que veio de longe

A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora de insectos, entre eles a abelha europeia, encontrando-se, conforme dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, circunscrita a concelhos do Norte do País. Esta vespa é proveniente de regiões tropicais e subtropicais do norte da Índia, do leste da China, da Indochina e do arquipélago da Indonésia, ocorre nas zonas montanhosas e mais frescas da sua área de distribuição, daí o seu nome comum de “asiática”.

A sua introdução involuntária na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012.

Na Primavera uma só vespa, a rainha que hibernou durante o Inverno, constrói um ninho de pequena dimensão (aproximadamente uma bola de ténis), criando algumas vespas que irão posteriormente construir os ninhos que podem atingir grandes dimensões. Os ninhos são construídos em locais com pouca frequência humana, preferencialmente em pontos altos e isolados. Os principais efeitos negativos da presença desta espécie são sobre a apicultura, por se tratar de uma espécie carnívora e predadora das abelhas e a expansão de ninhos em locais de frequência humana.

Após a detecção de uma suspeita de ninho ou de exemplares de vespa velutina, deverá fazer colocar-se o registo com fotografia no site www.sosvespa.pt, informar o SMPC (Junta de Freguesia ou Câmara Municipal) e isolar o local onde se encontra o ninho sem nunca mexer nele.

Pode consultar aqui o “Plano de Acção para a Vigilância e Controlo da Vespa Velutina em Portugal”.

Agricultura e Mar Actual

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