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Aicep analisa mercado de calçado e couro do Reino Unido

A Aicep — Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal acaba de publicar uma “Síntese Sectorial de Mercado de Calçado de Couro” do Reino Unido.

Nesta síntese sectorial pode encontrar uma caracterização do mercado, com destaque para as questões relacionadas com a dimensão, relações comerciais internacionais, países fornecedores, distribuição, consumo, tendências e outra informação económica e regulamentar relevante.

Incertezas do Brexit

Os analistas da Aicep salientam que o referendo de Junho de 2016, com a opção dos britânicos pela saída da UE, deu origem a um período de grande instabilidade económica, política e institucional, com implicações económicas importantes e o abrandamento do crescimento começou já a fazer-se sentir.

A incerteza relacionada com as negociações do Brexit, a desvalorização da libra esterlina, e o aumento da inflação, contribuíram para travar o investimento e reduziram o poder de compra das famílias. Segundo o EIU, as perspectivas apontam para um crescimento do PIB de 1,6% em 2017 e 1,5% em 2018. O crescimento do consumo privado deverá ser mais moderado em 2017 e 2018 (1,6% e 1% respectivamente).

Quarto importador mundial de calçado e couro

No entanto, frisam que o Reino Unido foi, em 2016, o quarto importador mundial de bens, de calçado e de calçado de couro com, respectivamente, 4%, 5%, e 6,3% do total. No mesmo ano, o mercado foi o quinto cliente de calçado de couro português e o destino de 6,7% das exportações.

As saídas de calçado de couro para o Reino Unido aumentaram 6,3% em média ao ano, desde 2012, acima do ritmo de crescimento registado para o conjunto dos mercados (4,5%).

“Embora até agora os efeitos do Brexit tenham sido reduzidos ao nível do sector, praticamente limitados a um ligeiro declínio das despesas das famílias em calçado e sem grande impacto nas importações, esperam-se alterações com a renegociação de acordos de comércio que, muito provavelmente, levarão a regulamentos mais restritivos, criando dificuldades aos importadores”, diz a síntese da Aicep.

Paralelamente, a eventual desvalorização da libra, pelo impacto nos preços, poderá afectar o comportamento dos compradores britânicos.

O documento pode ser consultado aqui.

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