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Projecto SusPiRe precisa da sua ajuda. Pode responder a um questionário sobre gestão de pinheiro-bravo em Portugal?

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O projecto SusPiRe, “Uma ferramenta para a gestão sustentável de florestas de Pinus pinaster, com base na previsão da sua regeneração espontânea”, é promovido pela Universidade de Aveiro e conta com o apoio informal do Centro Pinus — Associação para a Valorização da Floresta de Pinho. E precisa da sua ajuda, na resposta a um pequeno inquérito.

O projecto, que tem como investigadora responsável Paula Alexandra Aquino Maia, tem o objectivo de conhecer as necessidades, interesses e dificuldades inerentes à gestão e exploração dos povoamentos de pinheiro-bravo. Nesse sentido, a equipa do projecto encontra-se a desenvolver um questionário dirigido a técnicos florestais e gestores de áreas florestais.

Eucalipto e pinheiro

Dizem os responsáveis pelo projecto que a “conversão de pinhal para eucaliptal é comum em Portugal, após fogos florestais ou corte raso de pinhais adultos”. No entanto, é frequente observar-se uma “abundante regeneração espontânea de pinheiro bravo em eucaliptais e, em menor grau, em pinhais recém plantados, particularmente no centro de Portugal”.

Isto, dizem aqueles investigadores, “leva a crer que o planeamento florestal nesses casos poderia ter beneficiado de uma análise dos custos-benefícios das operações florestais face ao potencial de regeneração espontânea”.

“De facto, plantações de eucaliptos com pouca gestão tornam-se, frequentemente florestas mistas de eucalipto e pinheiro, indicando que o investimento da plantação foi, de certa forma, injustificado e sem benefício económico para o proprietário”, acrescentam aqueles investigadores.

E alertam que uma “gestão adequada da regeneração de pinheiro bravo pode dar origem a florestas naturais exploráveis, com custos negligenciáveis, tendo a vantagem de usar recursos nativos, com muito menor impacto ecológico”.

O “uso de regeneração natural, sempre que apropriado e possível” é recomendado em directivas europeias de protecção e gestão florestal e converge com linhas de I&D prioritárias nacionais, em ciências florestais. O SusPire pretende contribuir para o conhecimento actual sobre os processos envolvidos na regeneração espontânea de Pinus pinaster.

Segundo a equipa liderada por Paula Alexandra Aquino Maia, a estrutura conceptual subjacente “pressupõe que a resiliência das florestas de pinheiro é moldada pela combinação de factores biológicos, ecológicos, ambientais e de gestão florestal. Para este fim, os pontos-chave na dinâmica das comunidades florestais vão ser abordados de forma multidisciplinar, como os processos que determinam a produção de sementes, disponibilidade, recrutamento, estabelecimento e crescimento dos pinheiros”.

Programa de trabalhos

O programa de trabalhos do projecto SusPiRe vai estudar a variabilidade da maturidade sexual de diferentes populações de pinheiros e as implicações da disponibilidade de sementes na germinação e estabelecimento dos pinheiros e como este processo pode ser afectado pelas condições locais.

Mas também o impacto dos micromamíferos na disponibilidade de sementes e como a granivoria pode ser influenciada por condições locais, ou como o efeito da manipulação de condições climáticas, como a irrigação e a temperatura, no recrutamento, estabelecimento e desenvolvimento a curto-prazo dos pinheiros.

O SusPiRe vai contar com uma abordagem experimental multidisciplinar, levada a cabo em estreita relação com stakeholders relevantes na região de Aveiro, pretendendo criar um “fluxo de informação bidireccional, de forma a compreender as motivações e necessidades de gestão para as práticas florestais mais frequentes, com o objectivo de optimizar a elaboração de directrizes, guiadas para questões reais na esfera da gestão florestal”.

A divulgação dos resultados terá, portanto, uma aplicação directa na gestão. O objectivo final é a criação de uma ferramenta que permita prever o potencial da regeneração de Pinus pinaster, em diferentes sítios alvo, assim como as melhores práticas de gestão para tirar o maior partido desse potencial.

Questionário

Se pretende colaborar neste projecto de I&D, pode fazê-lo preenchendo o questionário disponível aqui.

O tempo estimado de preenchimento é de 10 a 15 minutos. A equipa agradece respostas até ao dia 18 de Junho.

Os resultados serão divulgados num workshop previsto para o último trimestre de 2021 e cuja data e programa serão divulgados nos canais do Centro Pinus.

Agricultura e Mar Actual

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