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Paulo Raimundo na FNA 23: é preciso olhar para a agricultura “como uma potencialidade do ponto de vista nacional”

O secretário-geral do Partido Comunista Português (PCP), Paulo Raimundo, visitou ontem, 8 de Junho, a Feira Nacional de Agricultura/Feira do Ribatejo (FNA 23), que decorre no CNEMA — Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, em Santarém, até 11 de Junho. Nas suas declarações durante o certame, que tem como tema central o ovo, disse que “é preciso olhar para este sector como uma potencialidade do ponto de vista nacional”.

“É com muito gosto que estamos aqui na Feira Nacional de Agricultura. Não há nada como ver com os nossos olhos as potencialidades que temos também neste sector para o País avançar. Não é por falta de vontade, não é por falta de dedicação, não é por falta de gosto dos agricultores, não é por falta de condições climatéricas, não é por falta de condições de terreno que o País não avança também no sector agrícola”, disse Paulo Raimundo.

E salientou que “para isso é preciso uma opção fundamental que é apoiar. Apoiar a produção, apoiar a capacidade produtiva (e nosso País tem condições extraordinárias para, desde logo, aumentar a sua produção), apoiar a agricultura, apoiar os agricultores, em particular os pequenos e médios agricultores, porque eles têm a vantagem de ocupar também o território nacional, com todas as vantagens que daí decorrem”.

Rendimento dos agricultores em queda

Para o secretário-geral do PCP, “é preciso olhar para este sector como uma potencialidade do ponto de vista nacional. Ora, a política de direita de sucessivos governos está longe de ser capaz de concretizar essa potencialidade. Aliás, basta ver que rendimento dos agricultores baixou o ano passado em 11% e até o défice da balança comercial aumentou em 50% no ano passado”. 

Paulo Raimundo acrescentou ainda que “temos capacidade de produzir, temos gente com vontade de produzir, temos gente com a mão na terra. Façamos por isso que é a questão fundamental que se coloca. E é preciso também, de uma vez por todas, acabar com esta mistificação que foi criada, que é preferível comprar lá fora do que produzir cá dentro. A falácia dessa teoria está-se a ver todos os dias”.

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