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Língua Azul. DGAV acrescenta Vila Nova de Foz Coa, Carrazeda de Ansiães e Guimarães à área de vacinação obrigatória

A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária acrescentou os concelhos de Vila Nova de Foz Coa, distrito da Guarda, Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, e Guimarães, distrito de Braga, à área de vacinação obrigatória contra o serotipo 4 da língua azul, na sequência de confirmação da presença de serotipo 4 nesses concelhos.

Refere o Edital n.º 74, de 28 de Outubro, da DGAV que “da análise epidemiológica dos resultados dos programas de vigilância em curso ficam estabelecidas: uma área de vacinação obrigatória para os serotipos 1 e 4, que abrange toda a região do Algarve e uma área de vacinação obrigatória para o serotipo 4 que passa a abranger toda a região do Alentejo, os distritos de Santarém, Setúbal, Castelo Branco e os concelhos de Aguiar da Beira, Almeida, Arganil, Arouca, Cantanhede, Carrazeda de Ansiães, Carregal do Sal, Castro Daire, Fornos de Algodres, Gouveia, Guarda, Guimarães, Mangualde, Montemor-o-Velho, Nelas, Oliveira do Hospital, Oliveira de Frades, Sabugal, Seia, Tábua, Tondela, Torre de Moncorvo, Vila Nova de Poiares, Vila Nova de Foz Coa, Viseu e Vouzela”.

E relembra que, em virtude da detecção de resultados positivos ao serotipo 4 no concelho de Oliveira do Hospital, na região do Centro, a 22 de Julho de 2022 e posteriormente da confirmação de novos focos de serotipo 4 do vírus da língua azul noutros concelhos da Região do Centro e da Região Norte, impôs-se o alargamento da zona afectada sendo definida a região do Alentejo e os distritos de Santarém, Setúbal, Castelo Branco, Aveiro, Coimbra, Guarda e Viseu, como área afectada pelo serotipo 4.

Na sequência de suspeita clínica, foi confirmada em Outubro de 2022 a presença do serotipo 4 da língua azul no concelho de Torre de Moncorvo, distrito de Bragança, na região Norte, onde nunca houvera qualquer ocorrência desta doença.

Língua Azul

A língua azul ou febre catarral ovina é uma doença epizoótica de etiologia viral que afecta os ruminantes, com transmissão vectorial, incluída na lista de doenças de declaração obrigatória nacional e europeia e na lista da Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH).

As medidas de controlo implementadas na sequência dos serotipos do vírus da língua azul que surgiram em Portugal continental, têm sido adaptadas em função da avaliação dos resultados dos programas de vigilância e baseiam-se na delimitação de zonas livres e zonas afectadas, na implementação de condicionantes à movimentação animal das espécies sensíveis e de programas de vacinação, refere a DGAV, salientando que “encontra-se definida uma zona afectada por serotipo 1 e por serotipo 4 do vírus da língua azul que abrange a região do Algarve”.

Vacinação obrigatória 

A vacinação obrigatória do efectivo ovino reprodutor adulto e dos jovens destinados à reprodução tem sido a medida mais eficaz para controlar a doença, aconselhando-se ainda a vacinação dos restantes animais das espécies sensíveis.

Pode ler o o Edital n.º 74 completo aqui.

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