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Legislativas 2024. JPP defende apoios à renovação da frota de pesca ao peixe-espada preto

O número dois da lista do Movimento Juntos pelo Povo (JPP) à Assembleia da República, Ricardo Melim, foi ontem, 10 de Fevereiro, a Câmara de Lobos assumir um compromisso com os pescadores, garantindo que “não vai abandonar a classe e que vai lutar por melhores condições e por maiores quotas de pesca”. Uma dessas lutas passa por garantir o apoio à renovação da frota de pesca ao peixe-espada preto, que considera estar “dez anos ultrapassada”.

Ricardo Melim, já a preparar-se para as eleições legislativas antecipadas de 10 de Março, disse “trabalhar com os pescadores há 25 anos, conhecendo, por isso, as suas dificuldades e problemas, que não têm merecido a devida atenção por quem de direito, nomeadamente pelo Governo Regional” da Madeira, avança uma nota de imprensa do JPP.

O candidato acredita que as pessoas não têm noção da vida dura de um pescador, das vezes que “já viram companheiros morrerem no mar, e das vezes que eles próprios olharam a morte nos olhos” E a estas dificuldades, junta-se o facto de estarem abandonados pelo Governo Regional, “que meteu a Secretaria das Pescas junto com a Economia” e entregou o sector a um secretário regional “que não sabe distinguir um pargo de uma garoupa”.

Mas, além de abandonados pela tutela, são também mal defendidos pela associação que os devia defender, até pelas cotas que recebe dos pescadores, mas o que a Coopesca — Cooperativa de Pesca do Arquipelago da Madeira faz é “apenas defender-se a si mesma”.

Quotas de pesca

Perante este “cenário de abandono dos pescadores por parte de quem os devia defender e ouvir”, Ricardo Melim escolheu três temas que preocupam os pescadores. O primeiro é a reduzida quota de pesca do atum patudo. Em 2010 estava nas 5.500 toneladas e hoje está nas 2.600, acrescenta a mesma nota.

“Estes homens andam a deixar de pescar em Maio. Estão sete meses à espera para trabalhar, com contas para pagar, filhos para criar e famílias para sustentar”, realçou, recordando que Portugal tem uma das maiores linhas de costa e uma das menores quotas, pelo que defende que o país devia reivindicar e ter um maior poder negocial ao nível europeu.

Ricardo Melim disse ainda não entender porque razão os pescadores da Madeira não recebem apoio do POSEI, criado para apoiar pescadores de zonas ultraperiféricas.

Por último, denunciou que a “frota de pesca ao peixe-espada preto está dez anos ultrapassada, fazendo com que os pescadores vão para o mar sem condições de trabalho e de segurança”. O candidato disse que havia a expectativa de ser inscrita uma verba no orçamento para renovação da frota, mas o JPP quer saber se essa verba “é apenas para enfeitar a sala ou para arrancar com o processo de renovação da frota como os pescadores precisam e merecem”.

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