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Douro: Quinta da Boavista apresenta novas colheitas

O ano de 2024 arranca com a apresentação das novas colheitas da Quinta da Boavista, localizada perto do Pinhão, na margem direita do Rio Douro. Naquela que é uma das propriedades mais míticas da região demarcada, nascem referências icónicas, incluindo o Quinta da Boavista Vinha do Levante 2021.

Após a estreia de sucesso no ano passado, o vinho regressa com a colheita de 2021, mas não vem sozinho. A ele juntam-se o Quinta da Boavista Vinha do Oratório 2020, o Quinta da Boavista Vinha do Ujo 2020, o Boa-Vista Reserva Tinto 2020, os Boa-Vista Touriga Franca e Boa-Vista Touriga Nacional, ambos de 2020, e ainda o Boa-Vista Donzelinho Tinto 2021.

As novas colheitas que agora chegam ao mercado são provenientes dos 36 hectares de vinhas da propriedade que, juntas, criam um cenário geométrico de socalcos construídos à mão no xisto típico da região.

O Quinta da Boavista Vinha do Levante 2021, o único vinho branco da casa, é produzido com as castas Arinto e Viosinho. Delicada e, ao mesmo tempo, complexa, a referência nasce na vinha que lhe empresta o nome, localizada numa das cotas mais altas – com orientação nascente, recebe os primeiros raios de sol da manhã e fica protegida dos últimos do dia, proporcionando uma maturação equilibrada das uvas. Cor cítrica e cristalina, limpidez e untuosidade são características do vinho que é ainda marcado por notas de fruta de polpa branca e de ervas aromáticas. Na boca, destaque para a cremosidade, para a mineralidade e para as especiarias que pontuam, por fim, o palato.

Já as uvas do Quinta da Boavista Vinha do Oratório 2020 provêm de uma vinha formada por altos e curvados terraços em forma de oratório que chegam a alcançar os oito metros de altura. Com mais de 90 anos de vida, estas videiras são o berço de um vinho marcado pela concentração e pela complexidade. De cor profunda e aroma denso, a fruta vermelha e as ameixas pretas estão harmoniosamente integradas com as notas balsâmicas, especiadas e fumadas que derivam do amadurecimento em cascos de carvalho francês. Na boca, o vinho mostra-se sedoso, vibrante e complexo – destaque para a estrutura tânica que demonstra a sabedoria das vinhas velhas.

Vinha do Ujo 2020

Já o Vinha do Ujo 2020 é uma homenagem às videiras cujos registos remontam aos anos 1930, plantadas em patamares horizontais pré-filoxéricos (o solo é suportado por pequenos muros de xisto). Ei-las, notas de floresta entrelaçadas com especiarias finas, aromas de frutos silvestres e uma boca marcada por múltiplas facetas que assinalam a omnipresente elegância e o carácter único.

À semelhante de anos anteriores, o Boa-Vista Reserva Tinto 2020 constitui a “espinha dorsal” do portefólio da quinta. A proposta final resulta de um lote feito com uvas de vinhas velhas e vinhas mais recentes. O reserva estagiou em barricas de 225 litros de carvalho francês, sendo este um vinho que reflecte uma confluência de múltiplos terroirs de pequeníssima dimensão. De perfil multifacetado, longevo e elegante, apresenta um aroma complexo a fruta negra, complementado por notas frescas de especiaria fina; é ainda marcado por taninos redondos, bem polidos.

E porque todos os anos a equipa de enologia opta por engarrafar vinhos monovarietais de castas que se evidenciaram na vinha e no copo, destaque para o Boa-Vista Touriga Franca 2020 e para o Boa-Vista Touriga Nacional 2020. O primeiro evidencia notas de frutos do bosque em harmonia com os aromas florais a rosas e um ligeiro toque balsâmico – caracterizado ainda por taninos de textura fina, revela-se elegante e persistente. O segundo é dominado pelo tom rubi profundo, sendo que o estágio em madeira ajuda ao perfil complexo em harmonia com o carácter floral e fresco da referência.

Outra das castas seleccionadas diz respeito ao Donzelinho Tinto, detentora de um perfil bastante gastronómico. Vindo da colheita de 2021, o Boa-Vista Donzelinho Tinto 2021 mostra-se elegante, dotado de frescura e de delicadeza, apresentando uma cor aberta, a lembrar cereja. No nariz complexo destacam-se os frutos do bosque e as notas de especiarias finas, fruto do estágio de 15 meses em cascos. Na boca, a frescura alia-se à acidez vibrante.

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