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DGAV publica Plano de Contingência para a Thaumatotibia leucotreta

A DGAV — Direcção Geral da Alimentação e Veterinária acaba de publicar o Plano de Contingência para a praga de quarentena prioritária Thaumatotibia leucotreta (Meyrick). Uma praga que afecta as culturas de frutos, apresentando “um potencial impacto a nível económico, ambiental ou social da maior gravidade para o território da União Europeia (UE). A sua ocorrência no território da UE não é conhecida.

A T. leucotreta é nativa da África subsariana e encontra-se estabelecida em vários países dessa área. Fora de África, a praga está apenas presente em Israel, onde se estabeleceu há cerca de 35 anos, mas não se dispersou para outros países, indicando que tem uma limitada capacidade de dispersão natural, mesmo sob condições favoráveis, sendo que o seu aparecimento fora destas regiões está fortemente associado ao transporte de frutos infestados para zonas livres da praga, refere a DGAV.

E adianta que, desde 2018, quando T. leucotreta foi declarada como praga de quarentena na UE, foram realizadas 564 intercepções da praga, maioritariamente durante inspecções a frutos importados pelos Países Baixos, Reino Unido e Bélgica, mas em todos os casos foi erradicada com sucesso, encontrando-se a praga ausente do território da UE.

Hospedeiros

Tratando-se de uma praga altamente polífaga, a T. leucotreta conta com uma longa lista de hospedeiros, pertencentes a mais de 130 taxa de mais de 50 famílias de plantas. Dos hospedeiros identificados até agora, os principais são os seguintes:

Para além destes hospedeiros, a EFSA — Agencia Europeia de Segurança Alimentar dá também atenção à Persea americana (abacateiro), Quercus robur (carvalho), Olea europaea (oliveira) e Coffea arabica (cafeeiro), em termos de culturas importantes para prospecção na região da UE para a determinação de locais de risco, como pontos de entrada e centrais de embalamento, realça o Plano de Contingência para a Thaumatotibia leucotreta.

E acrescenta ser importante salientar que a praga, quando exposta a outras espécies que inicialmente não eram consideradas hospedeiras, já demonstrou ser capaz de se adaptar e causar infestações. Um exemplo disso é a roseira, que há cerca de 10 a 20 anos não era hospedeira conhecida de T. leucotreta, mas conforme a cultura foi ganhando expressão nos países da África subsariana, as rosas tornaram-se num dos produtos onde ocorrem mais intercepções da praga.

Diz a DGAV que este Plano de Contingência tem como objectivo fornecer orientações específicas sobre as disposições legais relativas ao organismo especificado, a sua origem, distribuição, morfologia, biologia e ciclo de vida, sintomas e danos causados por infestações, meios de introdução e disseminação, meios de controlo, informação relevante à prevenção, detecção e identificação da praga, prospecções, medidas oficiais de contenção e erradicação, organização dos vários intervenientes previstos no plano e as suas respectivas responsabilidades.

Pode ler o Plano de Contingência para a praga de quarentena prioritária Thaumatotibia leucotreta (Meyrick) aqui.

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