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Apicultores do Alentejo alertam: Portugal é o único país da UE que não contempla o sector nas medidas agro-ambientais

“É completamente incompreensível que Portugal seja o único país da União Europeia (UE) que não contemple a apicultura nas medidas Agro-ambientais, nem tenha qualquer tipo de apoio directo aos apicultores que, num ano como este, em que a quebra da produção de mel no Alentejo pode chegar em alguns casos aos 90%”.

Este foi um dos alertas que as associações de apicultores do Alentejo transmitiram a José Manuel Godinho Calado, Director Regional de Agricultura e Pescas do Alentejo (DRAP Alentejo), com quem estiveram renuídos, no passado dia 14 de Junho, na Quinta da Malagueira, em Évora.

No encontro, que serviu para os apicultores “exporem as graves dificuldades pelas quais o sector apícola está a atravessar neste momento”, as associações referiram ainda que “a preocupação é comum e transversal a todos os que estão envolvidos no sector e prende-se como se poderão manter as colmeias vivas até à próxima época”.

Para as seis associações que estiveram na reunião, “A apicultura em Portugal está a ser ignorada pelo Ministério da Agricultura já há vários anos e, ao perpetuar este tratamento diferenciado com um sector que é fulcral para a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas, devido à importância vital que as abelhas representam em termos de polinização no mundo rural, vai acentuar-se cada vez mais o declínio já observado dos polinizadores naturais e, com isso, um problema gravíssimo para a alimentação humana e animal no futuro”.

Faltas de apoio

E adiantam em comunicado de imprensa conjunto que “será muito evidente que, de acordo com estas problemáticas sustentadas pelas constantes faltas de apoio, que nenhum jovem irá querer abraçar uma actividade que, testemunhada pelos que a ainda exercem agora, não permite ter nenhuma segurança no rendimento anual e, por conseguinte, não permite investir, nem planear uma pequena empresa de sucesso prolongado”.

“A continuar assim, a apicultura terá o fim anunciado” e “com ele um já inútil reconhecimento da importância desta actividade milenar que, muito mais do que produzir mel, representa a maior força polinizadora controlada pelo Homem”, salienta a mesma nota realçando que “sem polinização não há produção de frutos, sem frutos não há sementes, sem sementes não há plantas que produzam alimentos. Em suma, sem alimentos… não haverá certamente Ministérios, nem da Agricultura nem quaisquer outros”.

A reunião na DRAP Alentejo contou com as seguintes associações:

  • Apilegre – Associação de Apicultores do Nordeste do Alentejo
  • Apiguadiana – Associação de Apicultores do Parque Natural do Vale do Guadiana
  • Apivale – Associação dos Apicultores do Vale do Guadiana
  • Montemormel – Associação dos Apicultores co Concelho de Montemor-o-Novo
  • AderAvis – Associação para o Desenvolvimento Rural e Produções Tradicionais do Concelho de Avis
  • AASACVicentina – Associação dos Apicultores do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina

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