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AGIF: menos incêndios, menos área ardida e 4 vítimas nos últimos 5 anos

A AGIF — Agência para a Gestão Integrada dos Fogos Rurais apresentou hoje, 7 de Julho, em conferência de imprensa, Relatório de Actividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais de 2022, revelando que “nos últimos cinco anos, verificou-se uma redução para metade do número de incêndios rurais, incluindo nos dias de pior meteorologia, a área ardida caiu para um terço da média histórica, e não se registaram vítimas mortais directas em incêndios”.

Após 2017 – lê-se no relatório – houve um “esforço relevante na sensibilização e dissuasão, da qual está a resultar uma alteração de comportamento, com a população a escolher usar o fogo nos dias mais frescos (entre Abril e Maio registaram-se mais 20% do número de ignições) e a evitar usá-lo, nos piores dias (reduziram-se em 60% no Verão). No entanto, e no Verão, os fogos acidentais, por exemplo, devido ao uso de maquinaria, assim como aqueles provocados deliberadamente, explicam a maioria da área ardida”.

Na conferência de imprensa realizada hoje, ao final da manhã, na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, o presidente do conselho directivo do ICNF — Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, Nuno Banza, juntamente com o presidente do conselho directivo da AGIF, Tiago Oliveira, e o presidente da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), Duarte da Costa, apresentaram o balanço de resultados operacionais de 2022, o grau de execução do Programa Nacional de Acção (PNA) e o estado de concretização do Sistema de Gestão Integrada dos Fogos Rurais (SGIFR), finalizando com várias recomendações.

Banza: “é uma responsabilidade individual”

Nuno Banza sublinhou que “temos um património natural riquíssimo, com áreas protegidas, mas os nossos espaços florestais têm material vegetal que é combustível e por mais esforço que façamos para nos proteger — pessoas, bens e património natural —, temos de ter consciência que haverá sempre um país que tem possibilidade de arder. É uma responsabilidade individual, de cada um de nós, e colectiva, enquanto comunidade, trabalhar para que isso não aconteça“.

Segundo o Relatório “houve também avanços no processo de investigação e prevenção de proximidade do incendiarismo — grupo de trabalho conjunto ICNF/GNR/PJ — com reflexos na melhoria dos meios de prova”.

Zero vítimas civis

Relativamente ao impacto dos incêndios na perda de vidas humanas, realça fonte institucional do Ministério do Ambiente e Acção Climática, “continua-se a registar uma diminuição após 2017, sendo que, em 2022, e pelo 5º ano consecutivo, não foi registada nenhuma vítima civil. No entanto, há a lamentar duas vítimas de operacionais e duas pessoas que perderam a vida em queimas/queimadas que elas próprias iniciaram”.

O Relatório de Actividades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais de 2022 pode ser consultado aqui.

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