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Governo quer acrescentar 1.000 milhões de m3 de água disponível nos próximos 15 anos

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, apresentou hoje, 9 de Março, a Estratégia Nacional de Gestão da Água – Água que Une, , em conjunto com a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, e com o ministro da Agricultura e Pescas, José Manuel Fernandes. Um ambicioso plano de acções e investimentos para garantir a gestão sustentável deste recurso, em todo o território nacional, ao longo dos próximos 15 anos.

A estratégia, assente nos eixos da eficiência, resiliência e inteligência na gestão deste recurso, contempla perto de 300 medidas, a desenvolver ao longo dos próximos 15 anos, que têm o potencial para acrescentar mais de 1.000 milhões de m3 de água disponível para todos os usos consumptivos do território nacional, realça fonte institucional do Executivo.

As medidas de eficiência dizem respeito a intervenções como a poupança de água, a redução de perdas nas redes de abastecimento e de rega, a reabilitação de reservatórios e o aproveitamento de águas residuais tratadas.

Na apresentação foram reveladas as conclusões do Grupo de Trabalho criado pelo Governo para delinear esta estratégia, composto pelos presidentes do Grupo Águas de Portugal, da Agência Portuguesa do Ambiente e da EDIA — Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva, bem como pelo director-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR).

A estratégia teve como ponto de partida um diagnóstico à situação hídrica a nível nacional, bem como as previsões de consumos e disponibilidades futuras. Portugal tem disponíveis perto de 51.000 milhões de metros cúbicos (m3) por ano de água, dos quais são captados anualmente 4.324 milhões de m3. Até 2040, está prevista uma quebra de 6% nas disponibilidades hídricas, acompanhada de um aumento de 26% nos consumos, avança o Executivo.

E realça que, ao nível da resiliência, são contempladas todas as medidas de adaptação aos efeitos das alterações climáticas, nomeadamente a prevenção de cheias e secas, o reforço da capacidade de armazenamento, a segurança no abastecimento às populações, à agricultura e aos restantes sectores económicos, o restauro de rios e ecossistemas, a criação de reservas estratégicas de água, a interligação de sistemas.

A estratégia divide-se em nove grandes planos estruturantes:

  • um programa nacional para a Redução de Perdas de Água;
  • programa para a Reutilização de Água Residual Tratada;
  • programa para a inovação e Digitalização do Ciclo da Água;
  • Plano para a Reabilitação e o Restauro de Rios e Ribeiras;
  • programa para o Reforço do Armazenamento de Água;
  • programa para a eficiência dos empreendimentos hidroagrícolas;
  • programa para gerir o Abastecimento ao polo industrial de Sines;
  • e o programa para a Resiliência Hídrica do Alentejo.

Entre as acções concretas a realizar estão desde a construção de novas barragens, interligação, charcas e reservatórios de água, à reabilitação e modernização das redes, visando combater as perdas de água.

Estão previstas acções visando promover a resiliência hídrica nas regiões do País mais afectadas pela seca e escassez, tais como o Algarve e o Alentejo Litoral, mas também para potenciar a capacidade agrícola e industrial de outras partes do território, garantindo estabilidade aos investimentos já efectuados, adianta a mesma fonte.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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