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Agrifish salienta importância de comunidades rurais fortes para a prosperidade da UE

O Conselho de Ministros de Agricultura e Pescas da União Europeia (Agrifish) reuniu este dia 24 de Fevereiro tendo procedido a uma troca de pontos de vista sobre a aplicação do princípio da “verificação rural”, ou seja, a garantia de que as políticas são adequadas à sua finalidade para as pessoas que vivem e trabalham nas zonas rurais.

O debate centrou-se na questão de saber se o mecanismo de verificação rural deverá ser melhorado, e de que modo, e na melhor forma de integrar o desenvolvimento rural nas políticas da União Europeia (UE), avança uma nota de imprensa do Conselho da Europa.

Os ministros salientaram a importância de comunidades rurais fortes para a prosperidade da UE no seu conjunto, em domínios como a segurança alimentar, a protecção do ambiente e o crescimento económico. Apelaram a que o desenvolvimento rural continue a fazer parte de uma política agrícola comum (PAC) pós-2027 forte e independente.

Vários ministros frisaram ainda a necessidade de reforçar e integrar os mecanismos de verificação rural a todos os níveis, sem criar burocracia adicional. Muitos Estados-membros salientaram a importância de reconhecer a diversidade das zonas rurais em toda a UE, e partilharam exemplos de abordagens da verificação rural bem-sucedidas nos seus países, adianta a mesma nota.

Segundo o ministro da Agricultura e do Desenvolvimento Rural da Polónia, Czesław Siekierski, “um em cada quatro cidadãos da UE vive em zonas rurais. É necessária uma compreensão mais ampla das necessidades e dos desafios que se colocam às populações rurais e aos agricultores, a fim de assegurar um meio rural forte e dinâmico. Defendemos que o financiamento de muitas tarefas orientadas para o desenvolvimento deverá ser assegurado não só pela política agrícola comum, mas também por outras políticas da UE. Além disso, estamos a trabalhar em soluções transectoriais destinadas a prevenir o despovoamento rural”.

Situação do mercado

O Conselho fez ainda o balanço da situação do mercado da UE dos produtos agroalimentares, em especial na sequência da guerra da Rússia contra a Ucrânia. Os ministros observaram que, embora os mercados agrícolas da UE estejam a mostrar sinais de recuperação positivos e uma maior estabilidade, os preços dos factores de produção, em especial da energia e dos adubos, permanecem acima dos níveis pré-Covid.

Por outro lado, o Conselho registou que os sectores agroalimentares continuam a enfrentar vários desafios, nomeadamente condições meteorológicas adversas, tais como secas, inundações e furacões, e surtos mais frequentes de doenças animais, como a peste suína africana, a febre aftosa e a gripe aviária.

Os ministros chamaram também a atenção para o impacto da situação geopolítica na estabilidade do mercado, nomeadamente no comércio com os EUA e a China, e para a necessidade de avaliar o impacto da proposta relativa ao aumento dos direitos aduaneiros aplicáveis aos adubos importados da Rússia e da Bielorrússia. Vários Estados-membros chamaram a atenção, em especial, para os desafios que se colocam ao sector vitivinícola e para as recomendações do grupo de alto nível sobre o vinho.

Os ministros manifestaram a sua solidariedade permanente para com a Ucrânia, tendo alguns deles salientado a necessidade de assegurar uma relação comercial contínua e equilibrada, a fim de apoiar o mercado agroalimentar da Ucrânia e defender os interesses dos agricultores da UE.

Visão para a agricultura e o sector alimentar

Já no âmbito da rubrica “Diversos”, a Comissão apresentou a sua “Visão para a agricultura e o sector alimentar“, que foi publicada em 19 de Fevereiro de 2025. O principal objectivo da visão é tornar a UE um local em que a agricultura seja atractiva para as gerações futuras e assegurar que o sector agroalimentar seja competitivo, resiliente, orientado para o futuro e justo.

Os Estados-membros acolheram favoravelmente a visão, em especial a ênfase dada à agricultura enquanto sector estratégico e a importância de promover a agricultura como opção de carreira para as gerações futuras, acrescenta a mesma nota.

Entre os temas abordados durante o debate, contaram-se os seguintes: a necessidade de a PAC dispor de um orçamento adequado e separado, assente em dois pilares; a importância de continuar a apoiar as zonas rurais; o maior alinhamento das normas de produção aplicáveis aos produtos alimentares importados; e a necessidade de simplificação.

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