O surto de febre catarral ovina, também conhecida como Língua Azul agrava-se. Desde o início de Setembro, contabilizam-se mais 40 mil mortes entre a população de ovinos, face a igual período do ano passado. Os prejuízos ultrapassam já os 6 milhões euros. Mas, a CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal, para evitar um “injustificado alarmismo e consequente quebra da procura”, frisa a “isenção de riscos para a saúde no que respeita ao consumo de carne, de leite e de seus derivados que possam ser provenientes de animais infectados com febre catarral ovina”.
“O consumo de carne, leite e queijo de ovelha, e de carne de borrego, é seguro. Esta informação, no actual contexto, é essencial para que à crise que o sector atravessa não se junte outra resultante de injustificado alarmismo e consequente quebra da procura”, realça a direcção da CAP. A “doença (febre catarral ovina) não se transmite a humanos”, frisa.
Em comunicado de imprensa, a CAP alerta que “o impacto no sector é já devastador”, exigindo medidas urgentes, considerando que a vacinação obrigatória contra o serotipo 3 da Língua Azul para ovinos e bovinos deve ser “imediatamente incluída no Programa de Sanidade Animal (PSA) e disponibilizada sem encargos para os produtores”.
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