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Vinho do Porto: Douro chega a acordo e define benefício para 2015

O Conselho Interprofissional do Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto acaba de aprovar em tempo útil o comunicado de vindima para este ano o que “é bastante positivo para a Região Demarcada do Douro”, diz o Ministério da Agricultura em comunicado.

O conselho interprofissional do IVDP fixou hoje em 111 mil o número de pipas (550 litros cada) a beneficiar nesta vindima (quantidade de mosto que cada viticultor pode destinar à produção de vinho do Porto). Em 2014, foram transformadas 105 mil pipas de vinho do Porto na mais antiga região demarcada do mundo. Este valor resulta do acordo entre a produção e o comércio.

De salientar que este Conselho Interprofissional contou já com a representação dos viticultores através da Federação Renovação do Douro – Casa do Douro. Trata-se do primeiro ato desta Federação enquanto Casa do Douro de direito privado.

“A aprovação do comunicado de vindima era essencial para a estabilidade da região, uma vez que define em concertação com o sector a quantidade de Vinho de Porto a produzir”, diz o mesmo comunicado.

“É um momento marcante para a região uma vez que vem também demonstrar que está resolvido o problema da representatividade e defesa dos viticultores durienses que era o principal problema da Casa do Douro pública. A sua resolução era a primeira prioridade do plano de acção definido pelo Governo para a Casa do Douro”, adianta o Ministério da Agricultura.

Também o problema do pagamento das dívidas está a ser resolvido, pois o diploma que define a forma como o processo de liquidação irá decorrer já foi aprovado em Conselho de Ministros, estando apenas a aguardar a respectiva promulgação.

A propósito deste acordo, o secretário de Estado da Agricultura, José Diogo Albuquerque, afirma: “primeiro quero felicitar a região por ter chegado a este acordo tão importante e segundo felicitar a Federação Renovação do Douro por estar já a exercer o seu papel enquanto representante dos interesses dos viticultores durienses. Trata-se de um passo muito significativo num ano de resolução da Casa do Douro pois era fundamental que o Conselho Interprofissional do IVDP decidisse em tempo útil o benefício. Isto foi feito já com a nova Casa do Douro de direito privado o que marca um virar de página para a região. Agora com estes problemas de décadas resolvidos, podemos finalmente trabalhar com as organizações do sector para melhorar o preço da uva pago aos viticultores e conseguir reforçar a posição do Vinho do Porto de uma forma estratégica a nível mundial”.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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