A DGAV — Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária informa que, em resultado da “intensa prospecção e amostragem executada pelos serviços fitossanitários da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Algarve, com a coordenação da DGAV, e não tendo sido registados novos resultados analíticos positivos, quer em plantas quer em insectos vectores, a zona demarcada para a Xylella fastidiosa estabelecida no concelho de Tavira, foi reduzida para 1km.
Relembre-se que tinha sido confirmada a presença da bactéria Xylella fastidiosa numa amostra de Salvia rosmarinus colhida na freguesia de Luz de Tavira e Santo Estevão, concelho de Tavira, tendo sido estabelecida a respectiva zona demarcada, formada pela zona infectada com uma largura de pelo menos 50 m em redor do vegetal detectado como infectado e a zona-tampão com a largura de 2,5 km em redor da zona infectada.
Segundo o Despacho 12/G/2022, da DGAV, foram adoptadas medidas de erradicação e de prospecção intensiva na área abrangida, executadas pelos serviços oficiais.
As medidas incluíram a amostragem imediata e destruição, após realização de um tratamento adequado contra a população de potenciais insectos vectores, dos vegetais abrangidos pela zona infectada, tanto dos infectados como dos restantes da mesma espécie e das outras espécies susceptíveis.
Incluíram igualmente a amostragem e testagem intensiva dos restantes vegetais hospedeiros presentes na zona infectada e na zona tampão, de acordo com um plano estatisticamente fundamentado e baseado no risco, e prospecção intensiva, com colheita de amostras e testagem de insectos potenciais vectores da bactéria.
As análises laboratoriais oficiais efectuadas às amostras colhidas não detectaram a presença de Xylella fastidiosa em qualquer outro vegetal ou insecto, pelo que é possível concluir, com um elevado grau de confiança, que a presença inicial da bactéria não deu origem à sua ulterior dispersão, realça aquele Despacho.
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