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Vírus da DHV2: 70% dos coelhos-bravos na Terceira e 40% em São Miguel e Graciosa imunes

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A directora Regional dos Recursos Florestais dos Açores, Anabela Isidoro, anunciou ontem, 21 de Junho, que cerca de 70% das populações de coelho-bravo na Terceira e 40% em São Miguel e Graciosa já adquiriram imunidade contra a nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral.

“Estes dados recolhidos dão-nos boas notícias”, afirmou Anabela Isidoro, que participou, na terça-feira à noite, na ilha das Flores na apresentação pública dos resultados do um estudo efectuado nas ilhas de São Miguel, Terceira e Graciosa denominado “Monitorização da DHV2 nas populações de coelho-bravo nos Açores”.

A nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral, identificada em França em 2010 e que em 2012/13 desencadeou um surto no continente português, com uma elevada taxa de mortalidade, chegou aos Açores em Novembro de 2014, tendo sido a Graciosa a primeira ilha a ser afectada.

Anabela Isidoro referiu que o estudo agora apresentado foi feito com base em recolha de coelhos, em Dezembro de 2016 com a colaboração dos caçadores, tendo permitido fazer uma comparação com dados referentes a 2015.

“Os serviços têm estado a fazer um acompanhamento mensal das populações de colho-bravo em todas as ilhas”, garantiu Anabela Isidoro.

Hoje, quinta-feira, decorre em Ponta Delgada, uma nova apresentação pública do estudo, evento que conta com a presença de 2 investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, os Professores Doutores Pedro Esteves e David Gonçalves, bem como do técnico da Direcção Regional de Recursos Florestais, engenheiro Manuel Leitão.

Monitorização regular

Segundo um comunicado do Executivo açoriano, já em Maio o secretário Regional da Agricultura e Florestas, João Ponte, havia dito que os Açores mantém uma monitorização regular à febre hemorrágica nos coelhos, salientando que a resolução da situação é lenta e exige acompanhamento permanente.

Relativamente à ilha das Flores, esta nova variante foi o primeiro caso de vírus ou parasita que pela primeira vez atingiu a população de coelho-bravo da ilha, pelo que a afectou de forma drástica no início de 2015. A monitorização regular que se está a fazer em todas as ilhas permitiu detectar nos meses de Março e Abril 6 coelhos mortos nas Flores, que foram recolhidos e enviados para análise. Os dados conjugados dos resultados destas análises e dos censos mensais permitiram agora verificar que a população de coelho-bravo nas Flores sofreu um novo surto de DHV2, que entretanto já terá terminado, apesar de o vírus se manter sempre presente nas ilhas.

A directora Regional explicou, de acordo com os investigadores, trata-se da nova variante da doença, que é muito agressiva, sem vacinação eficaz nos coelhos-bravos e que os repovoamentos são de todo desaconselháveis, pois iriam promover uma maior dificuldade ao nível da capacidade da população local de coelhos criarem defesas naturais contra o vírus.

“Aquilo que se poderá fazer é esperar, deixar a população que existe descansar e recuperar por si só”, salientou Anabela Isidoro, acrescentando que a situação está a ser acompanhada pelos Serviços Florestais, em colaboração com especialistas do CIBIO-UP.

Agricultura e Mar Actual

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