Vinha com ciclo muito atrasado. Produtividade pode decrescer 5%, diz INE

As condições climatéricas, nomeadamente o Inverno seco e a Primavera fria e chuvosa, têm vindo a influenciar decisivamente o decorrer da actual campanha vitícola, dizem as Previsões Agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 31 de Julho.

Adiantam os técnicos do INE que a floração e alimpa decorreram com tempo húmido, originando o surgimento de desavinho (acidente que ocorre na videira em que se verifica o abortamento de flores, ficando o cacho com poucos bagos, devido a causas fisiológicas, climatéricas ou sanitárias) e bagoinha (formação de cachos com bagos pequenos, simultaneamente ou não com bagos normais, muitas vezes sem grainha e de maturação difícil).

Fortes ataques de míldio

Posteriormente surgiram fortes ataques de míldio (algum no cacho), oídio e podridão cinzenta, de difícil controlo.

O INE prevê que globalmente a produtividade decresça 5% face a 2017. De notar que, na maioria das regiões vitivinícolas, verificam-se graus de maturação muito distintos, sendo que em geral o ciclo da videira está atrasado entre duas a três semanas, o que conferirá às condições climatéricas de Agosto e Setembro um carácter determinante na quantidade e qualidade da vindima.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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