A cidade de Viana do Castelo acolhe o evento Olamur Consortium Meeting, que reúne um conjunto de parceiros e especialistas de oito diferentes países para debater a economia do mar. O evento integrou já reuniões, visitas técnicas à Ocean Winds e aquacultura em Vigo e hoje, 12 de Março, decorre o evento organizado pelo município de Viana do Castelo com os parceiros do projecto e stakeholders.
O Olamur (Aquicultura de Baixas Bacias Tróficas em Offshore em Cenários de Uso Múltiplo) é um projecto de quatro anos financiado pela União Europeia (UE), que apoia a Missão Ocean Lighthouse da UE, com o objectivo de restaurar e proteger os oceanos até 2030.
Na sessão de boas-vindas, o presidente da Câmara Municipal, Luís Nobre, destacou a importância desta plataforma para “responder aos desafios da economia azul, onde Viana do Castelo se posiciona a nível regional e nacional”, avança uma nota de imprensa da autarquia.
De realçar que o projecto centra-se na criação de uma economia azul circular e neutra em carbono, em consonância com a Lei Europeia do Clima e a Estratégia para uma Economia Azul Sustentável. O Olamur promove uma “melhor utilização do espaço marinho através da colaboração entre diversos sectores, visando alcançar a neutralidade carbónica e um ambiente saudável”.
O consórcio é coordenado pelo Instituto de Investigação Marinha da Noruega e reúne 25 parceiros de 8 países diferentes da Europa (Alemanha, Noruega, Dinamarca, Estónia, Itália, Lituânia, Bélgica e Suécia), nomeadamente nove pequenas e médias empresas (PME), cinco universidades, cinco institutos de investigação e tecnologia (IPT), três organizações não governamentais (ONG) e três parceiros da indústria, abrangendo uma vasta gama de competências, incluindo ciência e política ambiental, meteorologia, robótica, tecnologia eólica e aquacultura.
Por isso, no seu discurso de boas vindas, o autarca evidenciou “a importância da governança local, dos agentes económicos e das empresas, da academia e da transferência de conhecimento para novas actividades” como “fundamentais” para o desenvolvimento da economia azul.

“São plataformas como esta, com parceiros externos, que trazem confiança à governança, nomeadamente em momentos de incerteza como o actual, pois dão oportunidade para conhecer e obter informação plena e racional de quem está mais avançado nestas áreas para encontrar soluções”, referiu Luís Nobre.
O autarca realçou serem necessários os contributos das entidades regionais e das empresas para aprofundar o papel de Viana do Castelo, que está num estado de maturação e de encontrar parceiros, considerando que estes encontros “são excelentes oportunidades para disseminar experiências”.
De sublinhar que as Regiões Associadas, incluindo parceiros de Espanha, Portugal, Irlanda, Bulgária e Turquia, irão agora” aproveitar o conhecimento local para apoiar as iniciativas do Olamur e aumentar a consciencialização sobre a agenda da Missão Oceano através de soluções sustentáveis e ações concretas”, reforça a mesma nota.
Viana do Castelo representa Portugal na participação do projeto Olamur como Região Associada através do projecto Low-Trophic Aquaculture and Wind Synergies – LowAWind, que visa avaliar a viabilidade da combinação da aquacultura de baixo nível trófico com a energia eólica offshore flutuante na costa Noroeste de Portugal, utilizando como referência o parque eólico WindFloat Atlantic.
O projecto aborda prioridades técnicas e estratégicas, designadamente avaliar as condições técnicas, regulamentares, económicas e ambientais para os sistemas offshore multiusos; avaliar a viabilidade comercial da aquacultura de baixo nível trófico na região; envolver as comunidades locais, as partes interessadas e a cadeia de abastecimento regional; promover o desenvolvimento multiusos em Viana do Castelo; e desenvolver um roteiro para orientar a futura implementação de actividades coexistentes de aquacultura e energia eólica offshore.
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AGRICULTURA E MAR Revista do mundo rural e da economia do mar
