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Valsabor investe mais de 15 M€ na unidade produtiva de Alcanede. Objectivo: aumentar exportações de carne de porco para a China

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O ValGrupo vai investir mais de 15 milhões de euros no aumento da sua unidade produtiva em Alcanede, em Santarém, nos próximos 3 anos, através da sua participada Valsabor, dedicada ao abate e transformação de carne de porco. A empresa pretende assim aumentar a capacidade de frio, a capacidade de expedição e de logística, com o objectivo de aumentar a exportação de carne de suíno para o mercado chinês.

Nos planos de investimento do Grupo estão ainda dois projectos com início de concretização programado para 2022: a construção de um novo matadouro e de uma nova fábrica de rações. A construção do novo matadouro para a Valsabor está orçada em 25 milhões de euros e será o “maior e mais moderno matadouro português”, permitindo uma capacidade de exportação de 150 milhões de euros por ano.

A Valgrupo é composta por diversas empresas, relacionadas com a criação, abate, transformação e comercialização de carne de suínos, empregando cerca mil pessoas. Tem também presença noutros sectores de actividade. Em 2020, o volume de negócios do Grupo ultrapassou os 350 milhões de euros e as exportações representavam 5% deste valor.

“No ano 2020 o valor das exportações não foi relevante. As exportações representaram 5% do volume de negócios. A partir de 2021 é que se registou um aumento significativo das exportações para o mercado chinês”, diz Anabela Tereso, administradora do Valgrupo ao agriculturaemar.com.

Suipec produz mais de 100 mil animais

Na criação de carne de suíno está outra das empresas do Grupo, a PME Líder Suipec – Agro Pecuária, que produz mais de 100 mil animais por ano. Uma produção que se “destina para processamento nas empresas do Grupo Valsabor através da venda de futuras reprodutoras bem como na venda de animais para abate (Valsabor). Também vende uma pequena percentagem para clientes externos”, realça Anabela Tereso.

A Suipec vende a sua produção em Portugal e Espanha. Já a Valsabor vende principalmente no mercado nacional, contudo a partir de Novembro de 2020 passou a exportar para a China.

Arranque em 1989

O ValGrupo teve o seu início em 1989 e, até hoje, a sua história tem sido feita de um “crescimento continuo actuando actualmente em vários sectores de mercado. A principal chave de sucesso é a verticalização, que garante um rigoroso controlo de qualidade e rastreabilidade dos produtos”, diz Anabela Tereso.

A actividade do ValGrupo centra-se na produção animal: suínos, bovinos e aves, e no abate, transformação e comercialização de produtos alimentares. Conta com um centro de inseminação artificial, distribuição de medicamentos veterinários, produção de rações e distribuição de todos os produtos e matérias primas. O grupo ainda actua em outros sectores como a construção de infra-estruturas, produção e comercialização de vinho e realização de eventos.

“A excelência é fruto de um desempenho obtido em diversos factores, como a produção de produtos de qualidade, preços competitivos, a constante inovação, os investimentos, a formação contínua e uma excelente equipa de colaboradores dedicados” garante a administradora do Valgrupo, acrescentando que “segue critérios de sustentabilidade ambiental e compromissos de desenvolvimento social e económico, aposta na qualidade, na diversificação da produção e na eficiência em todas as áreas de actividade”.

Entrevista a Anabela Tereso, administradora do Valgrupo 

Numa altura em que os produtores pecuários têm estado debaixo de fogo, o que faz o Grupo para proteger o ambiente?

O ambiente é uma constante preocupação do ValGrupo, em todas as áreas de actuação. Preservamos os recursos naturais e minimizamos os impactos ambientais. Agimos com transparência, promovendo a integração e o respeito pelos direitos humanos.

Compatibilizamos as actividades desenvolvidas com a segurança alimentar e no trabalho, com as pessoas, com a higiene e com a protecção do meio ambiente. Também apoiamos causas e a comunidade.

Como tem o Grupo atravessado esta pandemia? Registaram quebra nas vendas?

A actividade do grupo decorreu dentro da normalidade neste contexto pandémico. De uma forma geral as empresas não registaram quebras nas vendas. Verificou-se sim uma diminuição do preço/kg.

Para onde vendem os vossos produtos? Grandes superfícies, restauração?

No caso da Valsabor os nossos produtos são vendidos sobretudo para grandes superfícies, retalhistas e mercado estrangeiro. No caso da Quinta da Atela que produz e comercializa vinhos actualmente o principal publico alvo é a restauração e retalhistas.

Quinta da Atela

O fecho da restauração teve impacto nas vossas vendas?

O impacto do fecho da restauração no nosso sector não foi relevante no caso das carnes. Foi sim sentido impacto no caso dos vinhos produzidos e comercializados pela nossa empresa Quinta da Atela.

Um dos problemas dos suinicultores, devido ao fecho da restauração, passa pela dificuldade em escoar leitões. Também passaram por este problema? Foi preciso congelar leitões?

O nosso grupo não congelou leitões. Os que não foram engordados, foram vendidos para clientes externos com o objectivo de engordar. O mercado espanhol foi o principal destino.

Acha que os apoios à suinicultura, devido à pandemia, são suficientes?

O que falta na suinicultura é a desburocratização dos processos junto das entidades oficiais. O nosso País é sem sombra de dúvida caracterizado de uma burocracia sem precedentes o que nos torna menos competitivos no mercado nacional e internacional.

Que investimentos recentes fez?

De uma forma transversal foram realizados investimentos em todas as empresas do grupo. Estamos inseridos num sector de actividade cujos investimentos são constantes de forma a que nos permita produzir “mais com menos”. Os investimentos realizados nas unidades produtivas por forma a modernizá-los irão permitir-nos sermos mais eficientes na produção e rentabilidade da mesma.

E quais os que tem em curso ou para avançar em breve?

A Valsabor irá investir mais de 15 milhões de euros no aumento da sua unidade produtiva em Alcanede nos próximos 3 anos.

Agricultura e Mar Actual

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