Trilho Saloio vende olival no Ribatejo e foca-se na produção de nozes

A Trilho Saloio, empresa de referência no sector agrícola Ribatejano, anunciou a venda de cerca de 180 hectares de olival localizado em Alcanhões, Santarém. Esta transacção marca uma redefinição estratégica da empresa, que agora focará “100% da sua atenção na produção de nozes de qualidade na região Centro do País”.

A transacção foi assessorada pelo departamento de agribusiness da CBRE, líder internacional em serviços de consultoria e imobiliários, que em Fevereiro passado também foi responsável pela venda da Herdade da Zambujeira do grupo Agrihold a um investidor institucional estrangeiro.

Segundo João Sanches, CEO da Trilho Saloio, esta operação representa “um momento determinante para a nossa empresa, pois permite-nos dedicar toda a atenção à nossa actividade principal de produção e transformação de nozes para abastecer o mercado ibérico”.

A Trilho Saloio detém uma participação do capital social da GoNuts — Sociedade Agrícola, empresa esta que se dedica ao processamento de lavagem, secagem, calibragem e embalagem de nozes. Para o agricultor, “o sector está em franca recuperação com a subida gradual dos preços e o aumento do consumo. É uma oportunidade única para colocar esta região de excelência na mira dos principais compradores e consumidores europeus deste fruto seco”.

Esta transacção é particularmente relevante por ser um dos primeiros investimentos institucionais em culturas permanentes na região do Ribatejo, realça uma nota de imprensa da CBRE. Para Manuel Albuquerque, Head of Agribusiness para o Sul da Europa da CBRE, “é um passo importante para a região e a confirmação de que Portugal não se limita apenas ao Alentejo e ao Alqueva, que apesar de ser o principal hub agrícola nacional, é já um destino muito concorrido para este tipo de investidores. O investimento institucional tem-se diversificado tanto em culturas como em regiões, e Portugal continua a ser um mercado muito atractivo”.

A operação foi concluída com a Aggraria, detida pelo fundo de pensões canadiano OTPP, cuja venda já havia sido assessorada em 2022 pela CBRE. Segundo Rita Barosa, CEO do grupo, “este investimento faz parte de um caminho de crescimento natural da empresa e é o primeiro investimento numa região com muita tradição na produção de azeite. Continuamos focados em crescer no olival, onde actualmente temos cerca de 7000 hectares de área sob gestão”.

O interesse dos investidores nacionais e internacionais pelo sector agrícola na Península Ibérica tem aumentado significativamente. Nos últimos anos, o número de transacções tem crescido, com a maior parte do volume de investimento concentrado nas regiões de Alqueva e Andaluzia. Entre 2022 e 2024, o investimento total na Ibéria atingiu 4.100 milhões de euros, adianta a mesma nota.

A profissionalização do sector agrícola tem “facilitado a entrada de investidores institucionais. O sector atrai a comunidade investidora devido às rentabilidades atractivas e à possibilidade de desenvolver portfólios diversificados, minimizando a volatilidade e reduzindo a relação risco/retorno das carteiras”, acrescenta.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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