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Tomato Leaf Curl New Delhi Virus é praga de quarentena. Veja as medidas preventivas da DGAV

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A União Europeia classificou o Tomato Leaf Curl New Delhi Virus (ToLCNDV) como praga de quarentena. Uma praga que afecta não só o tomate mas também a curgete, abóbora, melão, pepino e melancia.

Esta medida surge na sequência da entrada em aplicação no passado dia 14 de Dezembro do Regulamento de Execução (UE) 2019/2072, que estabelece condições uniformes para a execução do Regulamento (UE) 2016/2031.

Assim, a DGAV – Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária disponibiliza informação de divulgação sobre o referido vírus, cuja ocorrência foi já identificada nas regiões do Algarve e dos Açores.

Se suspeita que a sua cultura está infectada com este vírus, contacte: Serviço Fitossanitário da Direcção Regional de Agricultura e Pescas da sua região.

O ToLCNDV

O ToLCNDV é um vírus que afecta sobretudo cucurbitáceas e solanáceas, destacando-se a courgette, abóbora, melão, pepino, melancia e tomate e as infestantes Datura stramonium e Solanum nigrum como repositórios do vírus.

Foi identificado a primeira vez na Índia, em tomateiro, em 1995. A primeira detecção na região mediterrânica foi em 2012 em Espanha, depois Itália e Tunísia (2015), Marrocos (2017), Grécia e Canárias (2018).

Em Portugal, o primeiro foco foi detectado em Julho de 2019 em courgette no Algarve, onde entretanto se detectaram depois novos focos em courgette, melão e na infestante Datura stramonium. Outro foco foi detectado em courgette, nos Açores.

Lista de Alerta da OEPP

Incluído na Lista de Alerta da OEPP — Organização Europeia e Mediterrânea para a Protecção de Plantas desde 2015, a UE elencou o ToLCNDV como praga de quarentena no âmbito do Reg. (UE) 2016/2031 relativo a medidas de protecção contra as pragas dos vegetais.

Esta legislação obriga os serviços oficiais a realizar prospecção do vírus e, em caso de detecção, a tomar medidas imediatas com vista à sua erradicação.

Medidas preventivas

A Direcção-Geral de Alimentação e Veterinária avança com várias medidas preventivas para esta praga:

  • Plantar em épocas de menor infestação de mosca branca, utilizando variedades de ciclo curto no Outono;
  • Proceder à limpeza das estufas antes da plantação de novas culturas, eliminando restos de plantas de culturas anteriores e infestantes no interior e em redor das estufas;
  • Desinfectar as estufas e abrigos (sem plantas) no final de cada cultura;
  • Em culturas ao ar livre, utilizar tela (largura mínima 1m) enterrando bem a tela de lado, para cobrir as plantas ainda jovens, protegendo-as do vector, sobretudo nos meses mais quentes e durante pelo menos 3 semanas;
  • Colocar armadilhas e bandas amarelas adesivas para detecção precoce do vector, eficiência de tratamentos e captura das populações da mosca;
  • Evitar que ocorram vários ciclos da mesma cultura na estufa;
  • Efectuar observações minuciosas nas folhas das plantas sobretudo nas primeiras 8-10 semanas, uma vez que esse período corresponde à fase mais sensível da infecção, podendo comprometer a cultura;
  • Efectuar um diagnóstico correto, colhendo amostras de plantas com sintomas suspeitos do vírus e enviando-as para laboratório;
  • Em caso de detecção do vírus comunicar aos serviços oficiais e aplicar as medidas preconizadas por estes;
  • Sempre que alguém suspeitar ou tomar conhecimento da presença do vírus deve imediatamente avisar os serviços oficiais para que estes tomem as medidas adequadas. Se for caso disso, o operador profissional deve também tomar imediatamente medidas de precaução para evitar o estabelecimento e a propagação do vírus.

Pode consultar a informação completa divulgada pela DGAV aqui.

Saiba mais sobre esta praga aqui.

Agricultura e Mar Actual

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