A Syngenta, no Dia Internacional da Biodiversidade, que se celebra amanhã, 22 de Maio, reforça o seu compromisso de melhorar a biodiversidade em 3 milhões de hectares de terras agrícolas a nível global até 2025, no âmbito do seu programa internacional para a agricultura sustentável The Good Growth Plan.
“Há mais de 12 anos iniciámos o desenvolvimento de programas de extensão da biodiversidade como o Operation Pollinitor e com estas iniciativas demonstrámos que agricultura e biodiversidade são compatíveis, sem esquecer a sustentabilidade económica e a rentabilidade das explorações agrícolas. Uma nova abordagem orientada para construir ao invés de proibir, que dá prioridade às melhores práticas agrícolas no uso dos produtos fitofarmacêuticos e sementes, cuidando dos recursos naturais”, afirma Luis Miranda, responsável de agricultura sustentável da Syngenta para a Península Ibérica.
A agricultura em si reduz consideravelmente, em algumas zonas, a área de espaços naturais onde a fauna e a flora silvestres podem desenvolver-se. As culturas agrícolas não são um ambiente adequado para a biodiversidade, independentemente do sistema agrícola em causa. Seja produção integrada ou biológica, sequeiro ou regadio, a biodiversidade é sempre baixa nos campos agrícolas, refere uma nota de imprensa da Syngenta.
Operation Pollinitor
A empresa identificou que era “possível reverter esta situação e pôs em marcha um ambicioso programa para desenvolver a biodiversidade” nos campos agrícolas: o Operation Pollinitor. Este projecto foi enquadrado em 2013 no seu programa de compromissos com a agricultura sustentável, The Good Growth Plan, e desde então ultrapassou os objectivos estabelecidos, beneficiando 6,4 milhões de hectares.
“Iniciámos o Operation Pollinator em Portugal há mais de uma década e orgulhamo-nos de ter como parceiros neste caminho de aliança entre agricultura e biodiversidade empresas agrícolas de referência, entre as quais Vitacress, Sogepoc, Nutrifarms, The Summer Berry Company Portugal e Vera Cruz. Em 2020, o Operation Pollinator chegou também à cidade de Lisboa – Capital Europeia Verde – sensibilizando o público urbano para a importância dos polinizadores na agricultura, na alimentação e nos ecossistemas urbanos. Este é um projecto pioneiro que está alinhado com as orientações da nova Política Agrícola Comum e do Pacto Ecológico Europeu”, afirma Felisbela Torres de Campos, responsável de sustentabilidade da Syngenta em Portugal.
450 hectares de margens multifuncionais em Portugal e Espanha
Em Portugal e Espanha foram implementados até ao momento mais de 450 hectares de margens multifuncionais equivalentes a mais de 1.000 km, considerando uma largura média de 4 metros. Mais de 16.200 hectares de terras agrícolas foram beneficiadas em ambos países. Além disso, foram identificadas mais de 500 espécies nas margens Operation Pollinator, muitas delas em risco de extinção e incluídas na lista vermelha de espécies em perigo da UICN.
Segundo a Syngenta, este projecto demonstrou que “contribui para aumentar o número de insectos benéficos nas parcelas agrícolas, conforme comprovado por um estudo de três anos de monitorização em 10 explorações agrícolas na Península Ibérica. A média de espécies aumentou 130%: 170% mais de himenópteros, 96% mais de lepidópteros, 115% mais de coleópteros e 252% mais de dípteros”.
O Operation Pollinator integra o investimento anunciado pela Syngenta de 2.000 milhões de dólares em projectos de inovação em protecção de culturas visando uma agricultura cada vez mais adaptada às alterações climáticas. Estas iniciativas serão levadas a cabo nos próximos 5 anos com o objectivo de acelerar a inovação em agricultura sustentável a nível global e contribuir para o sequestro de carbono e a redução das emissões de carbono procedentes da actividade agrícola. A Syngenta comprometeu-se a reduzir em 50% as emissões derivadas das suas operações até 2030.
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