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SPEA denuncia: “apesar de proibida, a caça de cagarra continua”

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A SPEA — Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves garante que “apesar de proibida, a caça de cagarra continua”. Durante os trabalhos de monitorização desta espécie, a equipa SPEA Madeira “encontrou alguns indícios da continuidade desta prática. As autoridades já foram informadas e será reforçada a vigilância”.

Até aos anos sessenta eram capturados cerca de 30.000 juvenis de cagarra, por ano, só nas ilhas Selvagens.

As principais ameaças a esta espécie são: a introdução de predadores nas áreas de reprodução (por exemplo o rato-preto ou gatos), a perda de habitat, a poluição luminosa (que leva à desorientação de juvenis) e a captura acidental na pesca, nomeadamente na arte do palangre.

Cagarra

A cagarra é a ave marinha mais abundante que nidifica em Portugal e a maior das pardelas da Europa. É facilmente identificável pelo seu voo: longos deslizes sobre a superfície da água. Esta ave é extremamente ágil no mar, mas muito desajeitada em terra.

Som

As suas vocalizações, que se ouvem durante a noite quando visitam as colónias de reprodução, permitem distinguir os machos das fêmeas: as dos machos são mais agudas.

Como identificar

Se conseguir ver a cor do bico, não há que enganar: a cagarra é a única pardela com o bico amarelo. Esta ave de cabeça robusta e arredondada é parda-acinzentada nas zonas superiores e branca na zona inferior. Ao contrário da pardela-de-barrete, uma espécie de tamanho similar, a cagarra não tem “barrete” escuro e nem colar branco. O seu voo é mais calmo, planando sobre a água em longos deslizes, explica a SPEA.

Vida no mar

A cagarra passa praticamente toda a vida no mar: só vem a terra para se reproduzir. Nessa altura, forma frequentemente “jangadas”: grandes grupos de aves pousadas na água, perto das colónias. Após a época de reprodução, viaja longas distâncias para os seus locais de invernada, situados sobretudo no Atlântico Sul.

Foto: Luís Ferreira

A cagarra faz o ninho em cavidades naturais, como fendas nas rochas ou sob amontoados de pedras, ou podem ser escavados no solo.

Apesar de viver mais de 30 anos, o facto de por apenas um ovo e de levar tanto tempo a atingir a idade reprodutora faz com que a espécie seja muito vulnerável a ameaças como a predação por espécies invasoras ou as capturas acidentais na pesca.

Em Portugal, a cagarra nidifica exclusivamente nos Açores, na Madeira, nas Berlengas e na costa de Peniche. Cerca de 75% da população mundial nidifica no arquipélago dos Açores, onde todas as ilhas albergam cagarras. Nas Berlengas a população foi estimada em 800 a 975 casais em 2015, na ilha do Corvo (Açores) em 3.735 a 10.524 casais em 2012, e na Selvagem Grande foram estimados 29.540 casais em 2005.

Saiba mais sobre a cagarra aqui.

Agricultura e Mar Actual

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