O direcção do SinFAP — Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Protecção Civil diz que muitos dos profissionais de combate aos incêndios e apoio às populações “já atingiram o limite legal de 60% de trabalho extraordinário mensal, previsto na lei, sem que até ao momento tenham sido emitidas, pelo Governo, as sucessivas declarações de situação de alerta que legitimariam um enquadramento excepcional”.
Neste contexto, “sublinhamos a total disponibilidade e vontade de todos os envolvidos para, em situação excepcional, ver reconhecido o trabalho extraordinário realizado a 100%, sem prejuízo do limite mensal estabelecido”, refere um comunicado do sindicato.
O SinFAP considera que “este reconhecimento seria não apenas justo, como também um sinal inequívoco de valorização a quem, diariamente, se encontra na linha da frente, garantindo a segurança e protecção da população”.
“No actual teatro de operações, milhares de profissionais têm estado empenhados, de forma ininterrupta, no combate e apoio às populações. Desde assistentes operacionais, assistentes técnicos e técnicos superiores dos serviços municipais de protecção civil, até aos operacionais das diferentes forças envolvidas no combate, assim como aqueles que operam as telecomunicações de emergência e asseguram acções de fiscalização e segurança, todos têm demonstrado uma dedicação exemplar, muitas vezes em condições extremas. O seu esforço vai muito além do exigido, revelando sentido de missão, resiliência e espírito de serviço público”, realça o mesmo comunicado.
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