A direcção do SinFAP – Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil, assinala a tomada de posse de Luís Neves como novo ministro da Administração Interna (MAI), sublinhando que este é “um momento que exige respostas concretas e não meras intenções políticas”.
“O SinFAP não parte do zero. Nos últimos anos, foi através da luta, das propostas e da persistência do sindicato que foi possível colocar na agenda do MAI matérias estruturais há muito ignoradas”, refere um comunicado de imprensa do sindicato.
E elenca essas matérias:
- A integração dos Guardas Florestais na carreira militar, “uma reivindicação histórica que tarda em ver concretização plena”;
- A valorização efectiva dos Bombeiros das Associações Humanitárias, que “continuam a ser o pilar do socorro em Portugal, muitas vezes sem o devido reconhecimento”;
- A regulamentação dos Serviços Municipais de Protecção Civil e a criação de uma “carreira própria, actualmente em discussão pública, que exige vontade política para sair do papel”;
- A reestruturação da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), “incluindo a urgente valorização da carreira de Operador de Telecomunicações de Emergência (OPTEL), frequentemente esquecida”;
- O reforço da Força Especial de Protecção Civil (FEPC), “cuja missão exige condições dignas, estabilidade e reconhecimento”.
O SinFAP espera que o novo ministro “não ignore o trabalho já desenvolvido nem adie soluções que são urgentes. Os trabalhadores estão cansados de promessas e exigem medidas concretas, calendários definidos e respeito pelas suas carreiras”.
Por outro lado, manifesta a sua “total disponibilidade para continuar a colaborar com o novo ministro, contribuindo com propostas concretas e experiência no terreno para o fortalecimento das políticas públicas de segurança interna e protecção civil”.
E a direcção do sindicato deixa claro que a sua prioridade “são os trabalhadores que representa, orientando toda a sua acção para a defesa dos seus direitos, carreiras e condições de trabalho, não hesitando em intensificar a sua intervenção sempre que se verifique bloqueio político ou falta de compromisso por parte do Governo”.
“A proteção civil em Portugal não pode continuar a assentar na precariedade, no voluntarismo e na desvalorização dos seus profissionais”, reforça o mesmo comunicado.
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