O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) celebrou os seus 45 anos de existência, numa cerimónia realizada no passado sábado, no Palácio dos Capitães-Generais, em Angra do Heroísmo, presidida pelo vice-presidente do Governo Regional, Artur Lima, e que contou com a presença do secretário Regional do Ambiente e Acção Climática, Alonso Miguel, que tutela a Protecção Civil nos Açores.
Durante a cerimónia, Alonso Miguel afirmou que “a Protecção Civil representa um pacto entre o poder político e a sociedade, entre quem governa e quem protege, e entre quem serve e quem confia”, acrescentando que “o Sistema Regional de Protecção Civil deve ser um factor de coesão social, desempenhando um papel indispensável na segurança e no bem-estar da população açoriana”, avança uma nota de imprensa do Executivo açoriano.
“Num território insular, como os Açores, marcado pela dispersão geográfica e pela vulnerabilidade a fenómenos naturais extremos, muitas vezes agravados pelas alterações climáticas, a Protecção Civil afirma-se como uma estrutura relevante, diferenciada e capacitada para actuar de forma eficaz e integrada face às exigências únicas da Região”, acrescentou.
O governante referiu que “o Governo Regional dos Açores assumiu, com clareza, que proteger é governar, tendo colocado a protecção civil no centro de decisões estratégicas, promovendo o reforço do investimento em infra-estruturas e equipamentos, a valorização dos recursos humanos e a criação de instrumentos legais e financeiros que garantem estabilidade, previsibilidade e justiça no sector”.
“Nos últimos quatro anos foram investidos mais de 46 milhões de euros na protecção civil e bombeiros dos Açores, sendo que, em 2025, temos o maior plano de investimentos de sempre, com uma dotação que ascende a cerca de 14 milhões de euros”, recordou.
O secretário Regional destacou ainda “a forte aposta na renovação e modernização da frota de socorro, algo que não acontecia desde 2010, concretizada pela aquisição de 9 viaturas vermelhas pesadas e um reboque multivítimas, com o lançamento da compra de 19 Auto Comandos Tácticos e, ainda, com um novo concurso para aquisição de mais cinco veículos vermelhos especializados”, num investimento global superior a 6,2 milhões de euros.
Foi igualmente realçado o novo Estatuto Social do Bombeiro, que “mantém os benefícios anteriormente previstos, no domínio da educação, da saúde e dos apoios à habitação”, introduzindo alterações relevantes, “como o apoio à bonificação do tempo de serviço para efeitos de reforma, com vista a desonerar, por completo, o bombeiro no acesso a este benefício”, e um incentivo ao voluntariado “com a atribuição de um apoio financeiro anual aos bombeiros que cumpram o trabalho operacional estabelecido em regime de voluntariado”.
“A Protecção Civil não representa apenas um sistema de resposta a emergências. É um contributo directo para o bem-estar e desenvolvimento económico das comunidades, um factor potenciador do sentimento de segurança e uma alavanca para a confiança mútua entre as populações e as autoridades”, salientou.
O governante concluiu referindo que “o modelo organizativo, a capacidade de articulação interinstitucional, a respectiva inserção no território e o nível de capacitação técnica fazem, hoje, do SRPCBA uma referência nacional e internacional”.
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