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Risco de tsunami incluído na Estratégia Nacional para uma Protecção Civil Preventiva 2030

O Governo garante que “Portugal tem vindo a fortalecer os mecanismos de alerta e os planos de emergência para um cenário de tsunami (maremoto) e trabalhado em articulação nos vários patamares – do nacional ao local – para fazer face à eventualidade de ocorrência deste fenómeno”.

“Ao contrário de muitos outros eventos, um tsunami pode ser antecipado. Podemos ter apenas alguns minutos para agir, mas se todos soubermos o que fazer, muitas vidas podem ser salvas”, disse a secretária de Estado da Protecção Civil, Patrícia Gaspar, durante a Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, no evento subordinado ao tema “Alerta Costeiro – Enfrentar os riscos de tsunami: Parcerias e soluções para um oceano seguro e resiliente a tsunamis”.

Patrícia Gaspar afirmou que este é um dos fenómenos incluído na Estratégia Nacional para uma Protecção Civil Preventiva 2030, que contemplará um Plano Nacional de Emergência para Risco Sísmico e Tsunami.

“Temos de trabalhar em quatro pilares essenciais: ciência e conhecimento, antecipação, planeamento e informação. E temos de continuar a unir esforços porque, juntos, ao nível local, regional, nacional e internacional, conseguiremos melhores resultados”, disse a secretária de Estado.

De acordo com a Avaliação Nacional de Risco, Portugal Continental apresenta um alto risco de tsunamis, sendo considerado um fenómeno HILP (High Impact – Low Probability), Alto Impacto – Baixa Probabilidade.

Neste sentido, a Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil tem vindo a mapear o risco sísmico e de tsunami e a trabalhar com os municípios, que também desenvolvem estudos e definem as acções locais.

Foram já desenvolvidos procedimentos de notificação para difundir mensagens de alerta de tsunami às autoridades de protecção civil, de forma a garantir informação atempada à população em áreas potencialmente afectadas. Por outro lado, vários municípios têm vindo a instalar sinais de alerta de tsunami e sirenes em zonas de risco, que serão accionados em caso de alerta de tsunami, complementando o sistema nacional de alerta SMS em vigor, refere fonte institucional da Secretaria de Estado da Protecção Civil.

Para a região do Algarve – uma das principais áreas de risco no País – foi elaborado um Plano Especial de Emergência para Risco Sísmico e Tsunami, que reúne mais de uma centena de entidades. Esses planos de emergência são testados regularmente em exercícios regionais e nacionais.

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