Ricardo Serrão Santos: “Pesca deve adequar-se à sustentabilidade das espécies”

O ministro do Mar, Ricardo Serrão Santos, afirmou que a pesca deve adequar-se à sustentabilidade das espécies e que os operadores devem encontrar alternativas nos casos em que as quotas tenham sido reduzidas, como é o caso da captura do bacalhau.

Ricardo Serrão Santos falava em Bruxelas, no final do Conselho de Ministros da União Europeia, onde foram estabelecidas as novas quotas de captura para 2020.

Referindo que “não podemos estar a assumir que pescamos um manancial, ou um stock acima daquilo que determina o seu futuro”, o ministro disse que Portugal concordou globalmente com as propostas da Comissão Europeia apoiadas nos pareceres científicos do Conselho Internacional para a Exploração do Mar e defendeu a alteração das propostas iniciais quanto à pescada, carapau, linguado e areeiro.

Ricardo Serrão Santos disse também que os ajustamentos das quotas, definidos na reunião, criam oportunidades de pesca dentro daquilo que “eram as recomendações e as expectativas do sector”.

Possibilidades de pesca para 2020 aumentaram 17%

No global, as possibilidades de pesca para 2020 aumentaram 17%. O corte de 50% proposto para o carapau nas águas nacionais reverteu-se numa subida de 24% e o corte 20% na pescada foi revisto para os 5%.

Também os limites de captura de linguado foram diminuídos em 20%, face aos 40% propostos em Outubro pela Comissão Europeia.

No que respeita ao bacalhau – espécie em que as capturas por pesqueiros portugueses só representam 4% do consumo – foi aprovado um ligeiro aumento (1%) nas águas norueguesas de Svalbard, mas uma redução de 51% na zona NAFO (Atlântico Noroeste).

A propósito do objectivo definido pela União Europeia em acabar com a sobrepesca em 2020 Ricardo Serrão Santos deu o exemplo do Mar Mediterrâneo, onde a situação é de tal modo problemática “que é impossível atingir o rendimento máximo sustentável para 2020 para muitos mananciais”.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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