A SeaForester, com o apoio da Purina (marca da Nestlé), desenvolveu e colocou em operação a terceira geração de viveiros móveis de algas (G3) em Peniche, desde início de 2025. Esta nova tecnologia “reduziu o ciclo de produção de 12 para 7 semanas e, combinada com uma nova unidade de viveiros construída em 2026, triplicou a capacidade de produção total”.
Este avanço tecnológico significativo alcançado em Portugal, promovido pela SeaForester, especialista em biologia marinha, “promete revolucionar a velocidade e a escala da restauração de ecossistemas marinhos em todo o Mundo, com um ganho de eficiência até 60%”, refere uma nota de imprensa da Nestlé.
Este marco, alcançado com o “apoio estratégico da Purina”, no âmbito do seu programa de sustentabilidade oceânica, “representa um ponto de viragem, permitindo que a restauração de florestas de algas, vitais para a biodiversidade marinha e para a captura de carbono, passe de projectos-piloto para uma implementação em larga escala”. O novo viveiro, sediado em Peniche, tem a capacidade de produzir algas para cobrir mais de 1 hectare por ciclo.
“Este viveiro G3 não é apenas uma melhoria, é um salto quântico. Muda fundamentalmente a nossa capacidade de resposta à crise dos oceanos”, afirma Pål Bakken, fundador e CEO da SeaForester. “Passamos de uma escala artesanal para uma escala que pode, efectivamente, começar a curar o nosso litoral. O apoio de parceiros como a Purina é crucial, pois eles não só fornecem recursos, mas partilham a visão de investir em soluções escaláveis e baseadas na ciência para resolver problemas sistémicos”, acrescenta.
A parceria com a Purina, que utiliza subprodutos da indústria pesqueira nos seus alimentos para animais de companhia, reflecte “um compromisso com a saúde de toda a cadeia de valor marinha. Ao apoiar a restauração dos habitats que servem de maternidade para inúmeras espécies de peixe, a Purina investe na resiliência do ecossistema do qual também depende”, realça a mesma nota.
Para a directora de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Purina Europa, Kerstin Schmeiduch, “o nosso compromisso com o oceano tem de ir além da gestão responsável da nossa cadeia de fornecimento. Temos de ser um agente activo de regeneração”. “Quando a SeaForester nos apresentou a tecnologia G3, percebemos que estávamos perante uma solução que poderia verdadeiramente escalar o impacto. Apoiar este tipo de inovação disruptiva é a forma mais eficaz de cumprirmos a nossa promessa de deixar um planeta mais saudável”, acrescenta.
Para assinalar o Dia Mundial dos Oceanos, que se comemora a 8 deJjunho, e demonstrar a implementação desta nova tecnologia, a Purina, em parceria com a SeaForester e a Câmara Municipal de Cascais, realizou uma acção de plantação de algas marinhas em Cascais.
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