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PSD: República tem de exigir em Bruxelas reforço de apoios do POSEI para os Açores

O deputado do PSD Açores Bruno Belo defendeu ontem, 29 de Janeiro, um reforço do envelope financeiro do POSEI (Programa de Opções Específicas para fazer face ao Afastamento e à Insularidade) para os Açores, considerando que “a República deve exigir, junto de Bruxelas, que assim seja”, conforme uma recomendação aprovada esta tarde em plenário da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.

O social democrata referiu que a actual dotação financeira do POSEI “já não é suficiente, pois já não serve as necessidades do sector agrícola dos Açores que, “por serem uma região ultraperiférica, gozam de diferenciações nas políticas agrícolas como majorações ou derrogações”.

“Assim, o PSD Açores exorta o Governo Regional a sensibilizar o primeiro-ministro António Costa, para que Portugal coloque essa preocupação na agenda”, adiantou.

“Precisamos de uma posição firme e clara a favor da manutenção do orçamento do POSEI junto da Comissão Europeia, mas também junto do Conselho Europeu, onde têm assento os líderes dos governos dos Estados-membros da União Europeia”, acrescentou Bruno Belo.

“A nossa condição económica, social e territorial faz com que os Açores lutem permanentemente pela diferenciação de políticas e de apoios públicos que permitam que aqui também seja Europa na sua plenitude”, alertou o deputado do PSD.

Cortes no POSEI

Bruno Belo lembrou a incoerência das posições assumidas pela ministra da Agricultura, “que admitiu a possibilidade de cortes no POSEI, a partir de 2022, sem que o assunto tivesse sido discutido nas negociações da PAC. Mas, na passada terça feira, na apresentação do Programa da Presidência Portuguesa do Conselho para o sector agrícola, aos eurodeputados da Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural, contrariou o que havia admitido e referiu que a manutenção do POSEI no pós-2022 é uma prioridade”.

“Tal postura revela falta de conhecimento da importância das verbas do POSEI para os Açores, dado o seu impacto económico e social, dando uma má imagem do País junto das instituições europeias”. “E transmite também uma enorme instabilidade aos agricultores dos Açores, pelo que esperamos que o governo português seja efectivamente capaz de concretizar esse compromisso para o pós-2022, nas negociações da reforma da PAC”, alertou Bruno Belo.

Agricultura e Mar Actual

 
       
   
 

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