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Tiago Custódio, Cristiano Alves e Rui Sousa.

Projecto Rio Mondego vai monitorizar caudal do rio para controlar as cheias

O projecto Rio Mondego, foi hoje, 5 de Abril, apresentado em Coimbra, e propõe-se a monitorizar o caudal do rio através de sensores IoT (Internet of Things) instalados em cinco pontos diferentes de forma a actuar em caso de cheias.

Trata-se de uma solução tecnológica criada por uma startup local criada por três estudantes do departamento de Engenharia Electrotécnica e Computadores, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, que está incubada no Vodafone Power Lab. O mote para se criar esta solução surgiu há precisamente um ano, depois de uma das piores cheias verificadas em Coimbra.

O Mondego é o quinto maior rio português e sabe-se que é propenso a cheias, havendo registo das mesmas desde o século XIV. As causas são, na maioria das vezes, precipitação intensa, assoreamento natural do rio e danos causados por incêndios florestais e quando acontecem provocam, por norma, estragos irreparáveis. Só no ano passado, por exemplo, estima-se que os prejuízos tenham rondado os 2,5 milhões de euros.

Numa altura em que as tecnologias de última geração assumem um papel cada vez mais predominante no desenvolvimento da sociedade, contribuindo para melhorar significativamente a vida das populações, bem como o seu dia a dia nas cidades, são várias as soluções de smart cities que têm permitido minimizar os estragos de incidentes naturais. “O dispositivo IoT criado pelo projecto Rio Mondego é, por isso, uma mais-valia nas regiões mais fustigadas por este tipo de situações”, refere um comunicado da Vodafone.

Monitorizar o caudal do rio em tempo real

Desenvolvido no Vodafone Power Lab por três estudantes do departamento de Engenharia Electrotécnica e Computadores, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, a solução utiliza a rede de dados móvel de última geração da Vodafone, permitindo monitorizar o caudal do rio e enviar, em tempo real para um serviço em cloud, informação sobre o nível das águas e as suas flutuações. Essa leitura é feita com recurso a um sensor ultrassónico, equivalente à tecnologia usada nos sensores de estacionamento dos automóveis.

Com base nos dados recebidos, o comportamento do rio é analisado através de inteligência artificial e, à medida que se vai acumulando informação sobre o nível das águas, torna-se mais fácil prever com antecedência a probabilidade de cheias, bem como identificar os factores que mais influenciam a sua ocorrência. Os dados vão ficar automaticamente disponíveis para consulta em www.riomondego.com.

Além de funcionar como alerta para a eventualidade de cheias, o projecto Rio Mondego também quer chamar a atenção das populações para o uso sustentável da água enquanto bem escasso. Isto porque, outra das vertentes do projecto é a possibilidade de monitorização de reservatórios de água, albufeiras, barragens, etc., prevenindo assim situações de seca.

O projecto conta com o apoio do Vodafone Power Lab desde o final do ano passado e surge numa altura em que a Internet of Things é apontada como uma das mais disruptivas revoluções potenciadas pela Internet e um dos pilares da 4.ª revolução industrial – a digital.

Vodafone com mais de 50 milhões de ligações IoT

Nesta matéria, o Grupo Vodafone “aparece destacadíssimo. No último mês de Março, o Grupo Vodafone tornou-se o primeiro operador mundial a ultrapassar o marco de 50 milhões de ligações IoT, posicionando a empresa como player privilegiado na construção das cidades do futuro, mais inteligentes e sustentáveis, interligando dispositivos, organizações, cidadãos e serviços em benefício de todos”, afirma o mesmo comunicado. Este posicionamento está patente, precisamente, no claim da Vodafone em matéria de IoT: “To connect every Machine to transform lives and businesses”.

Em Portugal, a Vodafone tem um Centro de Competências de Internet of Things, com uma equipa especializada e dedicada a trabalhar diariamente no desenvolvimento de soluções IoT tanto para o mercado nacional, como para todo o Grupo Vodafone.

O Vodafone Power Lab é um programa de incentivo à inovação e ao empreendedorismo iniciado pela Vodafone Portugal em 2009. Tem como objectivo fomentar a criação de projectos tecnológicos, através de apoio na incubação, mentoria, workshops e formações, dando condições de trabalho às novas empresas para que estas se desenvolvam.

Por ano, o Vodafone Power Lab recebe mais de 400 candidaturas à procura de apoio, com a maior fatia a chegar através dos programas de aceleração em Lisboa (Labs Lisboa AUDAX – ISCTE), no Porto (UPTEC) e em Coimbra (Instituto Pedro Nunes), e do concurso de pré-aceleração anual BIG Smart Cities, uma das principais iniciativas do Vodafone Power Lab, que ilustra bem como o apoio dado por este programa pode ser fundamental na concretização, desenvolvimento e lançamento com sucesso de uma ideia de negócio no mercado.

Além de ceder o espaço de cowork e apoiar as startups com sessões de mentoria e formação, o Vodafone Power Lab promove ainda o contacto com investidores e apoia o lançamento e a comunicação dos seus produtos no mercado. As diferentes iniciativas do Vodafone Power Lab já ajudaram mais de cem projectos e contribuíram para a criação de mais de 200 novos empregos.

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