O projecto Ash2Soil, integrado na iniciativa europeia SoilTribes, dá início nesta Primavera a um ciclo de quatro eventos sazonais dedicados à regeneração comunitária do solo pós-incêndio, colocando os microrganismos do solo no centro dos processos de recuperação ecológica.
O primeiro encontro, que decorre nos dias 21 e 22 de Março, na herdade Ananda Kalyani (Sitio do Carvalhal, Ourondo) marca o início do processo regenerativo e centra-se na fase primaveril de activação do solo. O evento decorre ao longo de dois dias, sendo possível participar num deles ou em ambos, e é aberto à comunidade. Os lugares são limitados, avança uma nota de imprensa do Food4Sustainability CoLAB.
Inscrições gratuitas aqui. O almoço será gratuito nos dois dias, “vegetariano e desfrutado em comunidade”. Agenda completa aqui.
Desenvolvido como um programa de ciência cidadã, o Ash2Soil propõe uma abordagem integrada que cruza conhecimento científico acessível, intervenção prática no território, valores culturais e expressão artística, acompanhando o ritmo das estações para promover uma regeneração progressiva e duradoura dos Ecossistemas.
O programa primeiro encontro inclui quatro momentos principais:
- Sessão científica participativa dedicada à importância do solo, abordando as suas propriedades físicas e químicas, a saúde do solo e o papel fundamental dos microrganismos no ecossistema;
- Intervenção prática em agrofloresta, com a implementação de linhas agroflorestais, plantação de árvores alimentares, arbustos resistentes e coberturas do solo;
- Construção de estruturas de retenção de água inspiradas em diques de castor (beaver dams), com o objectivo de prevenir a erosão e aumentar a retenção hídrica num pinhal;
- Oficina artística de monotipia, utilizando materiais naturais, promovendo uma ligação sensível e emocional dos participantes à transformação da paisagem e ao processo regenerativo em curso.
“O Ash2Soil propõe uma abordagem integrada à regeneração pós-incêndio, onde a ciência não é apenas transmitida, mas vivida, aplicada e reinterpretada colectivamente, em diálogo com a cultura e a arte”, explica a equipa do projecto.
Ao longo do ano, os quatro encontros sazonais irão acompanhar as diferentes fases da regeneração do solo, promovendo práticas regenerativas adaptadas a cada momento ecológico e fortalecendo a relação entre comunidade, território e sistemas vivos, acrescenta a mesma nota.
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