A colheita da cereja, em 2024, terminou cerca de quinze dias mais cedo devido à precipitação de Maio e Junho, que provocou o rachamento dos frutos, depreciando a produção e antecipando o final da campanha. Para além da precipitação que deteriorou parte da produção, as cerejeiras foram afectadas pelas condições meteorológicas durante as várias fases do seu desenvolvimento vegetativo, reflectindo-se na diminuição da produção pelo segundo ano consecutivo (-35,5%, face a 2023), sendo as quebras em relação à média do último quinquénio muito significativas (-50,7%), refere a edição de 2024 das “Estatísticas Agrícolas” do Instituto Nacional de Estatística (INE).
Quanto à produção de pêssego, embora penalizada pela ocorrência, no final de Junho, de aguaceiros fortes e trovoadas, acompanhados de granizo, na Cova da Beira (zona que produziu mais de 1/3 da produção total em 2023), foi próxima da média do último quinquénio. As feridas, e as podridões decorrentes, provocadas pelo granizo na fruta dos pomares atingidos, impediram a colheita de parte da produção, tendo, simultaneamente, inviabilizado a comercialização para consumo em fresco da restante, com uma consequente depreciação do seu valor, acrescentam os técnicos do INE.
Pode ler a edição de 2024 das “Estatísticas Agrícolas” aqui.
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