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Previsões agrícolas do INE: produção de azeite cai 30%

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As previsões agrícolas do Instituto Nacional de Estatística (INE), em 28 de Fevereiro, apontam para uma diminuição significativa da produção de azeite, de 30%, face à campanha anterior, mantendo-se, ainda assim, acima de 1 milhão de hectolitros (situação recorrente desde 2017).

No entanto, os 1,08 milhões de hectolitros de azeite produzidos permitem posicionar 2020 como a décima primeira campanha mais produtiva dos últimos 105 anos (2019 foi a mais produtiva com 1,54 milhões de hectolitros). Apesar do esforço de modernização dos olivais e das técnicas de cultivo, com a introdução de práticas que tendencialmente conduziriam a uma maior estabilização produtiva, continua claramente a evidenciar-se o fenómeno de safra/contrassafra (manifestação de alternância produtiva anual).

Vingamento não decorreu nas melhores condições

Diz o Boletim Mensal da Agricultura e Pescas – Março de 2021, do INE, que com a colheita da azeitona para azeite terminada, e após uma campanha em que nem sempre foi possível, por motivos meteorológicos, garantir a continuidade nas entregas de matéria-prima nos lagares, os cenários são regionalmente díspares.

Na generalidade, o vingamento não decorreu nas melhores condições e não foi possível alcançar a carga de frutos da campanha anterior. No entanto, e principalmente no interior Norte, a precipitação que ocorreu próximo do final do ciclo produtivo conduziu a um aumento do calibre das azeitonas dos olivais tradicionais de sequeiro, estimando-se aumentos de produção face à campanha de 2019.

Por oposição, no Alentejo, onde o peso dos olivais modernos de regadio (e, consequentemente, menos dependentes da precipitação) é mais importante, o fraco vingamento foi determinante para uma campanha menos produtiva. Sendo esta região a principal produtora de azeite (nas últimas cinco campanhas produziu cerca de 3/4 do azeite nacional), as previsões globais apontam para um decréscimo de 30% na produção de azeite, face a 2019, quer devido à diminuição da quantidade de azeitona produzida, quer devido ao menor rendimento da azeitona em azeite.

Mas, os técnicos do INE salientam que, duma forma geral, as características químicas e organoléticas do azeite produzido enquadram-se nos parâmetros normais de qualidade.

Agricultura e Mar Actual

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