Presidente da CAP apela a um orçamento robusto para a PAC

O presidente da CAP — Confederação dos Agricultores de Portugal, Álvaro Mendonça e Moura, num contexto de instabilidade geopolítica, volatilidade económica e tensão social, considera que “a Europa é guardiã da paz” e que a segurança alimentar é um pilar estratégico para a autonomia e resiliência do continente. “A agricultura não é apenas um sector económico, é um activo estratégico para a Europa”.

A declarações foram feitas ontem, 19 de Junho, na conferência organizada pelo Copa-Cogeca – “Future of European Agriculture”, realizada no Comité Económico e Social Europeu, em Bruxelas, reunindo representantes das três instituições europeias e agricultores dos 27 Estados-membros contando com a presença dos principais actores da cadeia agroalimentar europeia, avança um comunicado de imprensa da Confederação.

Na sua intervenção, o presidente da CAP destacou a importância de todas as organizações de agricultores europeias se manterem unidas sob a maior organização representativa do sector, o Copa-Cogeca, para alcançar um objectivo fundamental: garantir um orçamento robusto para a Política Agrícola Comum (PAC). “Só juntos conseguiremos assegurar que os agricultores europeus possam continuar a fazer aquilo que melhor sabem – produzir alimentos saudáveis, com os mais elevados padrões de segurança alimentar do mundo, e a preços acessíveis para todos os consumidores”, frisou.

Álvaro Mendonça e Moura foi claro ao afirmar: “o que muitos chamam de ‘subsídios aos agricultores’ é, na verdade, um apoio directo aos consumidores europeus. Estes apoios garantem que todas as famílias, independentemente da sua condição social, possam ter acesso aos melhores produtos do mundo a preços razoáveis”.

O presidente da CAP apelou ainda a todos os decisores europeus para que desenhem uma política agrícola com uma duração mínima de sete anos, evitando mudanças de regras a meio do jogo, como aconteceu nas últimas duas reformas da PAC, acrescenta o mesmo comunicado.

“Os agricultores precisam de previsibilidade e de tempo para planear a sua actividade, para poderem passar mais tempo no campo do que no escritório. Precisam de acesso à tecnologia e à inovação para enfrentar desafios como as alterações climáticas”, acrescentou.

Respondendo à chefe de gabinete do Comissário da Agricultura, Esther de Lange, que afirmou que “os agricultores estão muito apressados e que a discussão do orçamento é uma maratona”, Mendonça e Moura retorquiu: “esta negociação pode ser uma maratona, mas não podemos começar a correr na direcção oposta, porque assim não conseguimos cortar a meta”.

A CAP reafirma assim “o seu compromisso em defender os interesses dos agricultores portugueses e europeus, apelando à unidade e à responsabilidade das instituições europeias para garantir o futuro da agricultura e da segurança alimentar na Europa.

Agricultura e Mar

 
       
   
 

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